Newsweek destaca crescimento das universidades corporativas no mundo

Revista destaca formação acadêmica dada a engenheiros da Petrobras

Estadão.edu

15 Setembro 2010 | 16h42

A última edição da revista Newsweek publicou matéria de capa apontando o crescimento mundial das universidades corporativas. Um dos destaques foi justamente a formação acadêmica dada pela Petrobras e pela Vale a seus profissionais.

 

O texto cita que "engenheiros na Universidade da Petrobras, no Rio, devem dominar os segredos de bombeamento de petróleo enterrado 7.000 metros abaixo do Atlântico", fazendo alusão ao pré-sal. Embora lembre que o conceito de universidade acadêmica não seja exatamente novo, já que o Mc. Donald´s na década de 60 fundou sua Universidade do Hamburger, em Illinois, a matéria cita números expressivos.

 

Hoje, mais de 4 milhões de pessoas estão estudando em uma universidade da empresa em todo o mundo e, segundo estimativas, as matrículas podem superar as de universidades tradicionais no futuro próximo.

 

De acordo com as fontes consultadas pela reportagem da publicação, as empresas têm levado cada vez mais a sério a ideia de que a aprendizagem e o desenvolvimento são ferramentas competitivas. As aulas podem ser dadas em modalidades diferentes de ensino. Desde o aprendizado tradicional, presencial, até o totalmente virtual, como na Dell.

 

É na Ásia, Europa Central, América Latina e África, segundo a matéria, que o fenômeno do crescimento do aprendizado corporativo é mais "marcante".

Os câmpus muitas vezes podem ser mais bem equipados que universidades tradicionais. O gigante chinês de peças de computador Huawei teria contratado o arquiteto mundialmente conhecido Norman Foster para desenhar o seu complexo universitário de quatro edifícios em Pequim.  

 

O mais impressionante é o câmpus corporativo da Infosys em Nova Deli. Com dois helipontos, um estádio de críquete profissional, uma piscina repleta de palmeiras, quartos individuais, o câmpus tem uma opulência rara. O currículo também é destacado no texto: os jovens engenheiros, cerca de 14 mil, passam por um programa equivalente a um grau de ciência da computação avançada.

 

A Vale também é citada ao final da matéria, que diz: "No Brasil, o vazio de competências é ainda mais dramático". Aulas de português são fornecidas na empresa a profissionais que não têm essas competências.

 

Parte do mundo acadêmico, conclui o texto, torce o nariz para esse tipo de iniciativa, rejeitando o conceito de "universidade corporativa". Para os acadêmicos, as empresas estariam escravizando as universidades, para que essas apenas trabalhassem em prol de seu lucro.

 

Na Austrália, o protesto teria sido tão grande, que por lá o termo "universidade corporativa" teve de ser mudado para "centros de liderança".

 

 

 

 

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