'Não se escolhe carreira pelo salário'

Leia entrevista com Antonio Carlos V. dos Santos, consultor em escolha profissional do Sistema Educacional Universitário

Isis Brum, Jornal da Tarde

06 de junho de 2011 | 17h11

Quais motivos levam os jovens a errarem na escolha do curso superior?

 

Foco nas carreiras tradicionais – Direito, Medicina e Engenharia – e falta de preparo para escolher o que fazer para a vida toda. E há pais que dão liberdade de escolha para o filho desde que a carreira a ser seguida seja a opção dele. Isso ainda ocorre, sim, infelizmente.

 

O que os pais devem fazer para ajudar seus filhos nessa hora?

 

Primeiro, devem dizer aos filhos que só se é feliz no trabalho quando se faz o que  gosta e não apenas o que dá mais dinheiro. Não adianta escolher uma carreira pelo salário. Em segundo lugar, não pode obrigar o filho a realizar uma  frustração pessoal dele, pai. E acompanhar esse processo de mudança do adolescente sem estressá-lo, pois se trata de um momento de angústia para os jovens.

 

As escolas e as universidades podem ajudar o aluno a escolher o curso?

 

É fundamental que as escolas pesquisem sobre as carreiras disponíveis e mostrem tudo o que existe para os estudantes. Mais universidades devem abrir suas portas e incentivar que os alunos conheçam melhor os cursos e suas instalações. E, se as faculdades mudassem a forma de ingresso, criando um modelo em que o aluno não precisasse escolher a carreira já no vestibular, também poderia contribuir para a redução da evasão e diminuir os riscos de erro na escolha.

 

Veja também:

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