Werther Santana/Estadão
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‘Não quero o inglês como desculpa'

'Diretores têm que falar inglês, o vocabulário precisa ser muito maior que o dia a dia', diz gerente sênior de Operações

Nathalia Molina, Especial para o Estado

14 Julho 2015 | 03h00

Edilson dos Santos, gerente sênior de Operações.

“Trabalho para uma empresa de call center. Como é multinacional, o inglês é necessário. Eu tinha feito sessões em grupo na empresa, tentei aulas particulares. Mas os cursos eram muito mais baseados em exercício gramatical. Eu até entendia, mas falar, de jeito nenhum. Em 2010, surgiu uma chance de promoção. Um gerente saiu e fiquei como interino, só que meu diretor me questionou como estava meu inglês. Ele me disse que tinha feito Englishtown e que tinha ajudado. No mesmo mês procurei. 

O ritmo depende do aluno. No início me dediquei bem. Em 2011, eu já estava estudando havia uns sete meses e, numa conferência, acabei assumindo a apresentação de um projeto em inglês. Depois surgiu uma convenção na Europa. Participei de reuniões com gerentes de outros países. Quando falava, as pessoas me entendiam. 

Na volta, diminuí minha dedicação, não foquei em terminar as unidades. No meio de 2011, fui para um intercâmbio em São Francisco. Antes, fiz o curso do Englishtown de inglês para viagem. Depois também concluí o módulo para apresentações. Frequentei os life clubs, encontros em ambientes reais com professores nativos. Estive em 80% deles, desde o primeiro, em 2010, num bar em São Paulo. Virei meio anfitrião. Quando chegava alguém, eu tentava enturmar. 

Agora estou no módulo 11. Estabeleci cinco horas semanais de estudo. O mercado está tão exigente que a única forma de evoluir é sabendo inglês. Hoje preciso de uma nova posição, e só uma linha me separa disso. Diretores têm de falar inglês, o vocabulário precisa ser muito maior do que o dia a dia. Não quero mais o inglês como desculpa para parar de crescer."

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