Na rede estadual de SP, mais da metade dos pais acompanha boletim dos filhos

Levantamento da Secretaria da Educação do Estado mostra ainda que 17,8% dos pais não costumam se manifestar sobre notas

22 Outubro 2013 | 11h51

O governo do Estado de São Paulo divulgou nesta terça-feira levantamento que mostra que a maioria dos pais com filhos na rede estadual acompanha o boletim escolar dos alunos. Segundo a secretaria estadual de Educação, 61% dos pais acompanham boletim, divulgado bimestralmente pelas escolas desde 2007.

"Para estimular pais e a comunidade a acompanharem o rendimento dos alunos a Secretaria da Educação dispõe de boletim em duas versões: impressa e online", informou em nota a pasta. Segundo o governo, o levantamento foi realizado nas 91 Diretorias Regionais de Ensino. O anúncio do levantamento ocorre onze dias depois de a Prefeitura de São Paulo confirmar o modelo final de sua reforma de ensino, em que a entrega do boletim escolar é uma das ações.

O estudo estadual mostra ainda que em 96% das unidades de ensino são realizadas reuniões entre professores e responsáveis para realizar a entrega, mas 17,8% dos pais não costumam se manifestar sobre as notas. A pasta informou que ainda não há uma avaliação qualitativa sobre esse diálogo das famílias com as escolas. O que seria feito em uma segunda etapa.

A edição virtual de outubro estará disponível na internet a partir desta semana. Todos os 4 milhões de alunos da rede e seus responsáveis podem consultar o boletim pelo Portal da secretaria.

O boletim é uma das medidas de melhorar a participação das famílias na avaliação e acompanhamento dos alunos. A intensificação na divulgação do boletim escolar foi uma das ações do Mais Educação, plano lançado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) na cidade de São Paulo em agosto. No projeto, a escala de nota passa a ser de 0 a 10 - e não mais em conceitos. Entre outras medidas previstas, estão a lição de casa e avaliações bimestrais.

O projeto de Haddad previa reforço nas férias em todas as escolas, mas depois de consulta pública (entre 15 de agosto e 15 de setembro) essa opção se tornou escolha da escola - como definido neste mês. No início de setembro, a secretaria do governador Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou que haveria um "reforço inédito nas férias escolares para 80 mil alunos".  

Também em setembro, o Estado lançou aulas de recuperação aos sábado, em "um novo programa de revisão do conteúdo pedagógico de todas as disciplinas". Em 2008, a reforço aos sábados havia sido anunciado pelo Estado, conforme divulgação no site da secretaria em janeiro daquele ano. 

Mais conteúdo sobre:
educação, São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.