Na periferia, faculdades têm cursos mais curtos e baratos

As faculdades que abrem unidades na periferia das capitais têm de adaptar suas organizações à realidade local. Pelo baixo poder aquisitivo dos alunos e pela necessidade de chegar mais rápido ao mercado de trabalho, cursos de menor duração e da área de humanas predominam nas universidades particulares que têm unidades na periferia. "A área de saúde, por exemplo, precisa de muito investimento e isso acaba deixando a mensalidade mais cara", diz a presidente da Associação Nacional das Faculdades e Institutos Isolados (Anafi), Naira Amaral. "O aluno aqui cursa ensino superior com o firme propósito de conseguir um emprego", diz o diretor da Faculdade Albert Einstein, da Cidade Dutra, Flávio Perciotto. Além de cursos na área de humanas, a instituição oferece a chamada formação de tecnólogo, ou seja, um curso superior de dois anos voltado para o mercado de trabalho. Segundo Naira, a mensalidade mínima é de cerca de R$ 400,00. Um dos cursos mais baratos e, conseqüentemente, de maior procura em instituições localizadas em regiões de população de baixa renda é o de Pedagogia. "O salário do aluno, no entanto, equivale ao preço da mensalidade", diz Naira. "Um dos nossos maiores problemas hoje é a inadimplência", afirma o responsável pela Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Fábio Figueiredo. Segundo ele, o índice de alunos que paga no dia do vencimento varia de 25% a 40%. Numa tentativa de amenizar o prejuízo, a maioria das instituições oferece desconto a quem não atrasa o pagamento.

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