Na manifestação, criança e sem-teto

Protesto teve churrasco e refrigerante

11 Novembro 2009 | 14h12

Cerca de 70 moradores de favelas no Jaguaré, na zona oeste, e Novo Osasco, da Grande São Paulo, participaram dos protestos que bloquearam a entrada da reitoria e impediram o segundo turno para eleger o novo reitor da USP. Eles fazem parte do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e vieram em um ônibus custeado pelo próprio movimento e por arrecadações dos funcionários e alunos.   Em meio aos manifestantes e à venda de churrasco e refrigerante, algumas crianças brincavam e até cantavam. Um garoto, indiferente ao protesto, fazia a lição de casa, encostado à parede lateral da reitoria. "É tarefa nossa ajudar nessa luta, porque os funcionários não têm vez nem voz na USP", afirmou João Albuquerque, coordenador estadual do MTST. "São os excluídos apoiando os excluídos", completou.   A auxiliar de limpeza Roseli Sales, de 40 anos, afirma que o grupo compareceu para apoiar o ex-funcionário da USP Claudionor Brandão. Ele foi demitido em 2008, mas continua ligado ao Sintusp. "Viemos dar apoio porque ele sempre ajuda a gente", explica. "E também porque somos contra essa eleição, que não é democrática", afirma sua colega Ana Maria de Jesus, de 20 anos.

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