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Mudar de cidade ou Estado é opção para conseguir vaga em curso concorrido

Sonho de fazer cursos concorridos, como Medicina, Engenharia e Direito, em uma faculdade pública bem conceituada, leva estudantes paulistas a cruzarem fronteiras

Luciana Alvarez, Especial para o Estado

08 de outubro de 2019 | 09h00

O sonho de fazer cursos concorridos, como Medicina, Engenharia e Direito, em uma faculdade pública bem conceituada, leva estudantes paulistas a cruzarem fronteiras também dentro do território brasileiro. Usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é possível ter acesso a instituições de qualidade em outros Estados, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Depois de três anos de cursinho, Stella Zancheta, de 22 anos, decidiu ir para a Universidade Federal do Ceará (UFC) para estudar para a tão sonhada carreira na Medicina. “Conversando com um coordenador do Anglo, ele me questionou se estaria disposta a ir mais longe, falou para olhar os rankings das melhores universidades do Brasil, pesquisar sobre as cidades”, lembra Stella, que tomou a decisão com base na qualidade da instituição e no clima de região. “Pesou o fato de ser um curso com ênfase na humanização da Medicina. E também porque não gosto de frio nem queria morar numa cidade pequena”, explica. 

Mesmo já tendo experiência de morar sozinha — saiu da casa dos pais em Itapira, no interior paulista, no ensino médio para fazer curso técnico em Enfermagem em Campinas —, sair do Estado de São Paulo foi um desafio para ela. “Eu tive medo por estar tão longe da família, não conhecer ninguém. Mas os colegas de faculdade foram muito receptivos e os professores também ajudam muito quem é de fora”, elogia a estudante de São Paulo. 

Daniel Perry, coordenador do Anglo, recomenda aos vestibulandos sair do Estado quando querem seguir em carreiras muito concorridas. “É interessante se abrir a outras oportunidades em vez de ficar tentando uma universidade específica”, sugere Perry. Mas ele ressalta que o primeiro critério deve ser a reputação da faculdade. “A principal preocupação tem de ser com a qualidade acadêmica. Se a cidade é legal, mas a instituição não é tão boa, não adianta”, afirma o coordenador.

 

A distância de casa, da família e dos amigos deve ser encarada pelo aluno como uma oportunidade de amadurecimento. E também como uma oportunidade para uma dedicação plena à vida universitária. Assim que terminou o ensino médio na Móbile, Maya Goldfajn, hoje com 20 anos, foi fazer um intercâmbio de dez meses em Israel. Na volta ao Brasil, começou o curso de Direito na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), longe dos pais e irmãos. Sua rotina é quase toda vivida dentro da instituição de ensino. “Vivo a faculdade de maneira muito intensa. Estudo, fui fundadora da Atlética, jogo todos os campeonatos esportivos, faço iniciação científica, participo sempre de palestras”, conta Maya.

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