Mudanças na indústria apontam para necessidade de um novo perfil de engenheiro
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Mudanças na indústria apontam para necessidade de um novo perfil de engenheiro

Sob influência da chamada indústria 4.0, atuação do profissional de engenharia se modifica e passa a demandar mais inovação dos cursos de graduação

Insper, Media Lab Estadão
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19 de novembro de 2019 | 12h31

Uma das carreiras que mais visualizou mudanças ao longo das décadas foi a engenharia. Enquanto no século 18, com a Revolução Industrial, o grande avanço foi a substituição da força humana por máquinas a vapor, no cenário atual o grande desafio é reconfigurar o trabalho humano para a chamada indústria 4.0, em que máquinas trocam dados entre si para fazer a automação completa das linhas de produção.

“Estamos vivenciando uma mudança gradual, que abriu espaço para novas atuações. Em relação ao engenheiro, a chegada da interligação das máquinas, a troca de informação e a tomada de decisão automatizada entre elas abriu uma oportunidade para quem trabalha com algoritmos de tomada de decisão, automação, redes de comunicação e ciências da computação”, afirma Vinicius Licks, coordenador de graduação de Engenharia Mecatrônica do Insper.

A faculdade de São Paulo formará a primeira turma de engenharia este ano e orgulha-se de ter em sua origem o DNA da indústria 4.0, aspecto que favoreceu a criação de cursos flexíveis e pautados na resolução de projetos e problemas atuais. “Como essa área tecnológica está em fluxo e padrões definitivos ainda não surgiram, não há uma grade única para formar esse profissional. É importante ter flexibilidade curricular, com um curso que ofereça ao aluno condições de optar por disciplinas que são do seu interesse”, explica Licks. No Insper, as três vertentes do curso de engenharia – mecatrônica, mecânica e da computação – contam com uma base de conteúdos em comum que se aprofundam no decorrer da formação, além de possibilitar que quase 25% das disciplinas sejam escolhidas pelo aluno.

O suporte de uma instituição inovadora somado à postura de buscar um aprendizado constante e de saber quais são seus pontos fortes e fracos, bem como saber onde buscará conhecimento para suprir essas lacunas, são a chave para quem deseja se destacar no cenário da engenharia dos próximos anos, defende Licks. “Aprender a aprender é a principal competência hoje. Não apenas para o engenheiro, mas para qualquer profissional. Na engenharia, devido a mudança tecnológica muito rápida, é uma das competências que determinam o perfil do profissional no século 21.”

Aprendizado na prática

Para exercitar os aprendizados, além de realizar projetos semestrais, os alunos de graduação do Insper também participam de um trabalho de conclusão no qual empresas apoiadoras fortalecem a formação oferecendo parcerias junto à faculdade. Um dos focos do projeto é apoiar o processo de automação em empresas que se encontram diante das mudanças da indústria 4.0, cenário que oferece aos graduandos a chance de solucionar problemas reais das etapas de produção de diferentes tipos de indústria.

Para além dos conhecimentos técnicos, a parceria busca oferecer aos universitários um cenário favorável para o desenvolvimento de habilidades sociais e adaptativas necessárias no mercado de trabalho. “Os engenheiros que se formam no cenário da indústria 4.0 vão trabalhar com tecnologias que não existiam antes e talvez não existam ainda. Por isso é necessário que saibam trabalhar em grupo, ler e ouvir atentamente, além de buscar um aprendizado contínuo”, afirma o engenheiro mecânico Douglas Pedro de Alcântara, gerente de desenvolvimento de produtos nas Indústrias Romi S.A, multinacional com quase 90 anos de atuação e uma das primeiras parcerias do Insper nos projetos de graduação.

Hub de inovação

A parceira do Insper com representantes do setor produtivo vem se mostrando tão positiva que muitas empresas buscam continuá-la mesmo após a conclusão do projeto. Para atender à crescente demanda, a faculdade lançará no próximo mês o Hub de Inovação Paulo Cunha, que tem como objetivo incentivar a pesquisa aplicada com uma plataforma aberta à sociedade, além de formar líderes em inovação.

A missão da nova estrutura, nomeada em homenagem ao engenheiro e atual presidente do conselho orientador da instituição, é acelerar transformações de alto valor econômico e social nas organizações e na sociedade por meio da criação de soluções na junção de tecnologia e novos modelos de negócios. “Com o Hub de Inovação queremos dar um passo além, ter projetos com maior duração e propostas mais ambiciosas, que vão criar valor para as indústrias parcerias e para a sociedade”, destaca Licks.

As quatro fases da indústria

  • 1ª fase

Substituição da força humana pelas máquinas na atividade de fabricação. Passa-se a utilizar a energia do vapor na produção.

  • 2ª fase

Substituição da energia a vapor para elétrica, com um novo salto de produção. Nessa etapa surgem aspectos da produção em massa e linhas de montagem.

  • 3ª fase

Automação das máquinas com a substituição do homem em diferentes funções. Em alguns casos, a operação da máquina por um humano é substituída pelo trabalho de supervisão.

  • 4ª fase

Equivale à indústria atual e começou quando máquinas automatizadas passaram a trocar dados entre si e ampliaram a capacidade de usarem essas informações para alterar o processo de produção. Essa fase é caracterizada pelo uso dos dados para a tomada de decisão.

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