Flávia Watanabe/Divulgação
Flávia Watanabe/Divulgação

Mudança de rumo

Fazer um curso de especialização desperta interesses profissionais novos

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

25 Fevereiro 2013 | 21h39

A diretora de treinamento e desenvolvimento da consultoria Sher Marketing, Patrícia Itocazo Rocha, de 42 anos, vive hoje cercada de executivos de empresas multinacionais. Sua rotina, no entanto, já foi diferente. Formada em Odontologia na Unesp, ela tinha uma clínica e, com o objetivo de se aprimorar como empresária, cursou pós-graduação em Gestão de Marketing de Serviços na Faap.

O curso lhe abriu um novo mundo. Patrícia começou a se interessar pelo assunto, a escrever artigos e, quando viu, já estava dando palestras e cursos sobre a oferta e a qualidade dos serviços na área de saúde.

Aos poucos a clínica ficou em segundo plano. “Na época, não sabia que estava em transição de carreira”, diz Patrícia. “Me achava confusa, sem identidade profissional, mas acho que acertei ao ter me dado a oportunidade de conhecer uma nova área experimentando.”

Histórias de pessoas que trocam de carreira como a da dentista e agora especialista em Marketing têm se tornado cada vez mais comum. É o que afirma Natasha Patel, gerente da empresa de recrutamento Hays. “Com a crise econômica, os profissionais têm a chance de repensar a carreira”, diz. “Além disso, temos no Brasil uma série de oportunidades, enquanto na Europa as pessoas têm medo de perder o emprego.”

Segundo Natasha, cursos de especialização são essenciais para a migração de carreira, mas não garantem, por si só, o sucesso da mudança. “Aproveitar para criar uma rede de relacionamentos com pessoas da área pode ser ainda mais importante. Você precisará que apostem em você, uma vez que não terá experiência na nova área.”

A administradora Catia di Stasi, de 52 anos, buscava fazer contatos quando matriculou-se na pós em Consultoria de Carreira da FIA. Depois de ter atuado nas áreas de finanças e marketing de grandes empresas, ela sentia que poderia ser muito mais útil orientando pessoas. Hoje Catia trabalha na empresa de RH Axialent. “Não tive uma carreira linear por ter cometido alguns erros. Queria evitar que as pessoas tivessem crises como a que vivi naquela época e queria ajudá-las a terem carreiras mais satisfatórias.” 

Planejamento

O engenheiro químico Vinícius Ceccarelli, de 38 anos, é hoje gerente de projetos da Promon Engenharia. Formado em 1998 pela Escola de Engenharia Mauá, Ceccarelli buscou dar um novo rumo para a carreira logo após a graduação. Na época, ele trabalhava na área de produção de uma indústria química. "Não tenho aptidão alguma para a área técnica e eu já sabia disso naquele momento", diz.

Ceccarelli fez uma especialização em Administração na FGV e, antes mesmo do final do curso, já havia conseguido um novo emprego. Após um ano na Promon como líder da área de operações, o engenheiro ganhou uma bolsa para cursar mestrado em Gerenciamento Internacional na Universidade de Straphclyde, na Escócia.

Ao retornar ao Brasil, ele recebeu uma nova proposta, desta vez para trabalhar como gerente de projetos. "Tenho absoluta certeza de que a primeira pós que fiz foi determinante na minha carreira", diz. Apesar da mudança, Ceccarelli afirma que nunca se arrependeu por encaminhar a carreira para uma área diferente daquela para a qual se preparou por anos na graduação. "De alguma forma, essa já era a carreira que vizualizava para mim quando saí da faculdade."

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