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MPRJ e Defensoria recorrem para impedir volta às aulas na rede privada do Rio

Apesar de autorização para retomada, escolas permanecem fechadas nesta segunda-feira

Márcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2020 | 11h55

O Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Defensoria Pública do Estado entraram com recurso contra decisão do Plantão Judiciário, que negou no domingo, 2, pedido de liminar para suspender os efeitos do decreto municipal que autoriza a reabertura das escolas privadas da capital. Apesar da autorização, elas permanecem fechadas nesta segunda-feira.

Tanto o MP quanto a Defensoria consideram que o retorno às aulas presenciais  "traz risco à vida e saúde da coletividade, além de promover desigualdade de acesso à escola". A petição inicial traz informações de estudo da Fiocruz que considera prematura a abertura das escolas no atual momento da pandemia, e reitera que "escolas privadas de ensino fundamental e médio integram o sistema estadual de ensino, cabendo ao Estado regulamentar seu funcionamento".

Ainda segundo a petição, "embora o Município seja competente para regular a educação infantil, se revela inadequada a retomada dessas atividades enquanto não se atingir o maior nível de segurança para os alunos, profissionais de educação e familiares".

A Secretaria de Estadual de Educação (Seeduc) não quis comentar diretamente se há alguma ilegalidade na reabertura de escolas no Rio, mas reforçou que caberá à Secretária Estadual da Saúde (SES) informar quando as aulas poderão retornar. Depois disso, "será iniciado o protocolo de 15 dias para a retomada das aulas presenciais nas unidades escolares fluminenses".

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