MPF-SP quer crianças com menos de 6 anos no ensino fundamental

Procurador diz que restrição é 'ilegal' e ajuiza ação contra União e Estado na Justiça Federal

Agência Brasil,

26 Março 2012 | 20h46

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) protocolou ação nesta segunda-feira, 26, para permitir que crianças com menos de 6 anos possam ser matriculadas no ensino fundamental. Resolução do Conselho Nacional de Educação define que, para ser matriculado no ensino fundamental, o aluno precisa completar 6 anos até 31 de março. No Estado de São Paulo, uma deliberação do Conselho Estadual de Educação estipula o dia 30 de junho como data limite.

 

Na ação enviada à Justiça Federal, que inclui pedido de liminar, o MPF quer que a União e o Estado de São Paulo reavaliem os critérios de acesso dos alunos ao ensino fundamental. Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, o critério da idade “retém o aprendizado infantil e acorrenta o desenvolvimento de crianças aptas a acompanhar a educação escolar”. Ele defende que a restrição é ilegal e incostituicional.

 

Pelas regras do CNE, a criança que não completou 6 anos em 31 de março deveria ser matriculada na pré-escola. No ano passado, ações semelhantes foram ajuizadas pelo Ministério Público em outros estados. Em Pernambuco, a Justiça Federal acatou o pedido do MPF.

 

O objetivo da resolução do CNE, aprovada em 2010, é organizar o ingresso dos alunos no ensino fundamental, porque, até então, cada rede de ensino fixava uma regra diferente. O colegiado defendia, à época, que a criança poderia ser prejudicada ao ingressar precocemente no ensino fundamental sem o desenvolvimento intelectual e social necessário à etapa. As decisões do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação geral para os sistemas públicos e privados de ensino.

Mais conteúdo sobre:
Educação MPF Ensino fundamental CNE SP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.