MPF recomenda que Enem tenha tradutor de libras para candidatos com deficiência auditiva

Recomendação não tem valor de ordem judicial, mas deve ser observada para evitar futuras ações judiciais

Agência Brasil

16 Setembro 2010 | 11h06

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul recomendou que os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com deficiência auditiva tenham direito a um intérprete ou tradutor de Língua Brasileira de Sinais (Libras) presente no momento da prova. Esse profissional precisa ter, obrigatoriamente, aprovação em exame de proficiência em Libras e nível superior.

 

Durante a prova de redação, o intérprete é encarregado por traduzir os símbolos da Libras comunicados pelo candidato para o português. Segundo o MPF, “atualmente a tradução de Libras para o português é prejudicada porque os profissionais não têm a devida habilitação”. Com isso, o desempenho do candidato no exame escrito fica comprometido.

 

A recomendação foi enviada ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que tem dez dias para se manifestar. Ela não tem valor de ordem judicial, mas deve ser observada para evitar futuras ações judiciais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.