MPF e Defensoria Pública querem que todos os candidatos vejam a redação do Enem

Os dois órgãos já entraram com o pedido na Justiça Federal; até o momento, 71 alunos viram suas provas

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

10 Janeiro 2012 | 17h24

O Ministério Público Federal no Ceará e a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro querem que o acesso à correção da redação do Enem seja estendido a todos os estudantes que fizeram a prova em 2011 - cerca de 4 milhões. Os dois órgão entraram nesta terça-feira, 10, com o pedido na Justiça Federal dos respectivos Estados.

O Ministério da Educação (MEC) informou que 71 alunos em todo o País já tiveram acesso à cópia das redações. Todos reclamavam da avaliação dos textos. Até agora, no entanto, apenas um aluno teve a nota modificada.

A Defensoria do Rio, que recebeu mais de 30 reclamações, ainda pede na ação civil pública que seja aberto, após a vista da prova, prazo de 10 dias para recurso. Além disso, que seja prorrogado o prazo de inscrições no Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

Apesar da iminência de uma chuva de processos, o MEC, por meio de sua Assessoria de Imprensa, afirma que encaminhar a redação a todos os estudantes é inviável. O órgão diz ter analisado a revisão de notas em 27 casos e somente no caso do aluno paulista ocorreu alteração.

De acordo com o MEC, o aluno, estudante de 17 anos do Colégio Lourenço Castanho, teve acesso à cópia de seu texto hoje. A pasta se recusava a mostrar a prova, mesmo já tendo alterado a avaliação do aluno de "anulada" para 880 pontos. A reportagem ainda não conseguiu contato com o aluno e a defesa dele.

* Atualizado às 17h48 para acréscimo do terceiro parágrafo

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