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MP apura agressão e obstrução de aulas na Unicamp

Administração tem 60 dias para prestar informações e juntar documentos que comprovem abertura de processo disciplinar contra alunos e servidores

Ronaldo Faria, Especial para O Estado

16 Agosto 2016 | 22h04

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) abriu investigação na segunda-feira, 15, para esclarecer agressões a professores e obstrução de aulas por grevistas na Universidade de Campinas (Unicamp). Foi dado um prazo de até 60 dias para a administração prestar informações e juntar documentos que comprovem a abertura de processo disciplinar contra alunos e servidores identificados por 15 professores.

Caso isso não ocorra, o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, corre o risco de ser enquadrado na Lei nº 8429/92, por improbidade administrativa. O MPE apura eventual omissão do reitor na condução da greve de alunos e de funcionários.

Até o momento, a universidade abriu processo disciplinar apenas contra Guilherme Victor Montenegro para apurar atitudes desrespeitosas praticadas por ele contra o professor Serguei Popov, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica. Em vídeo colocado nas redes sociais, o universitário apagava a lousa durante uma aula, após uma invasão da sala. Outros 14 professores fizeram representações ao MPE. A reitoria da Unicamp disse que ainda não foi notificada oficialmente.

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