MP aponta problemas em escolas de período integral de SP

O programa do governo do Estado de São Paulo que abre escolas em período integral pode ser suspenso em algumas cidades do interior, por decisão da Justiça. O Ministério Público (MP) tem constatado problemas como falta de refeitórios adequados, de alimentação de qualidade, de professores e equipamentos para as aulas extra-curriculares. Pais de alunos e promotores sustentam que as escolas se transformaram em "depósitos de crianças", já que elas ficariam ociosas em boa parte do tempo. O programa foi implementado em 514 escolas este ano e é considerado um dos mais importantes, pelo governo e pela nova secretária estadual de Educação, Maria Lucia Vasconcelos, conforme ela mesma afirmou em entrevista ao Estado, na segunda-feira. A idéia é de que seja expandido para toda a rede, que tem 5.600 escolas. Hoje, 138 mil alunos estudam em tempo integral. A maior parte deles está no interior do Estado. A principal reclamação nessas escolas é sobre as refeições. Em pelo menos três cidades - Lins, Marília e Mirassol - o MP e os pais constataram que não há refeitórios adequados e faltam até mesas e cadeiras para todas as crianças. Muitas são obrigadas a almoçar - com talheres e pratos de plástico - em pé, sentadas no chão ou espalhadas pelo pátio. Devido à precariedade, o juiz da Infância e da Juventude de Marília, Donizete Aparecido da Silveira, concedeu liminar a uma ação civil pública do MP autorizando as crianças das cinco escolas integrais da cidade a almoçar em casa.

Agencia Estado,

21 de abril de 2006 | 11h32

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.