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'Mostre paixão pelo que faz', recomenda brasileiro que estuda no MIT

Gustavo Haddad Braga explica em videoaulas como se preparar para seleção nos EUA

Estadão.edu,

06 Maio 2013 | 13h26

Ele foi aprovado em Harvard, Stanford, Yale, Princeton e no MIT, onde atualmente cursa Física, Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Aos 18 anos, Gustavo Haddad Braga estuda nos Estados Unidos, mas tem o Brasil na cabeça. Quer voltar para "melhorar a realidade e a qualidade de vida no País", como contou em entrevista por e-mail.

 

Para se manter nos EUA, Gustavo recebeu uma bolsa integral do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). E também conta com uma renda extra que recebe de um curso online no qual explica a jovens brasileiros o processo seletivo das universidades de elite americanas.

 

Confira a entrevista:

 

1) Como é o curso que você oferece no Easyaula e quantas pessoas já se matricularam?

A ideia do curso é preparar alunos brasileiros e dar a eles os conhecimentos necessários para aplicar para universidades norte-americanas. Faço uma discussão completa das diferenças entre os sistemas de ensino brasileiro e americano e falo das vantagens de estudar em uma instituição nos EUA, dou explicações sobre os diversos componentes necessários para pleitear uma vaga (entre os quais as provas, currículo, redações, histórico escolar, cartas de recomendação e entrevistas) e também conto alguns 'cases' de alunos brasileiros que atualmente cursam graduação em instituições conceituadas. As aulas são em formato de vídeo e estão disponíveis, atualmente pelo preço com desconto de R$ 49, através da plataforma Easyaula. Já tivemos dezenas de matrículas e esperamos aumentar esse número cada vez mais!

 

2) Além de ser um excelente aluno, o que acha que pesou para sua aceitação em universidades de elite?

Acho que além das notas na escola, os resultados em olimpíadas científicas (tenho mais de 50 medalhas nacionais e 7 internacionais, entre as quais a primeira medalha de ouro conquistada por um brasileiro na Olimpíada Internacional de Física), a prática de esportes (faço natação há mais de 7 anos, tendo inclusive uma medalha de prata em competição estadual) e iniciativas como o grupo de estudos que iniciei enquanto estudava no Colégio Objetivo de São José dos Campos foram fundamentais para minha aprovação.

 

3) O que te fez escolher o MIT?

O MIT é muito forte na área de Engenharia e em Exatas de maneira geral, que é o que eu pretendo seguir. Além disso, durante as visitas, achei que as pessoas eram mais parecidas comigo, todas compartilhavam uma paixão por ciências e por entender como as coisas funcionam.

 

4) O que tem de mais legal em fazer a graduação numa universidade top?

Uma das coisas que eu mais gosto é o contato muito direto com professores e pesquisadores que são realmente líderes nos seus campos. Na aula de Biologia que estou fazendo esse semestre, por exemplo, um dos professores é o Eric Lander, que liderou o projeto de sequenciamento do genoma humano.

 

5) Que dicas você daria a um brasileiro que quer seguir os seus passos e fazer faculdade nos EUA?

Eu poderia resumir todas as dicas a apenas uma: faça o que você realmente gosta. Nos EUA, no processo de admissão para as universidades, conta muito as atividades que o aluno desenvolveu fora da sala de aula, e pode ser realmente qualquer atividade: trabalho voluntário, esportes, olimpíadas, tocar um instrumento musical; realmente qualquer coisa, desde que o aluno alcance resultados expressivos na área e demonstre ter paixão pelo que faz. E sempre lembrar de não descuidar das notas na escola, claro, que também são avaliadas no processo.

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