Morre aos 93 anos a jurista Esther de Figueiredo Ferraz

Ela foi a primeira mulher a assumir um ministério no País, o da Educação, no governo Figueiredo

24 Setembro 2008 | 00h05

Morreu na noite desta terça-feira, aos 93 anos de idade, a jurista Esther de Figueiredo Ferraz, vítima de acidente vascular cerebral. Ela estava internada no HCor. O velório será realizado a partir das 8h30 desta quarta-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, na zona sul. O enterro será no fim da tarde, no Cemitério do Araçá, zona oeste. Formada em Filosofia pela Faculdade São Bento e em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Esther foi a primeira mulher a lecionar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a primeira reitora de universidade do Brasil (Mackenzie, em 1965) e a primeira mulher a assumir um ministério - foi titular da pasta de Educação e Cultura entre 1982 e 1985, no governo de João Baptista Figueiredo. Membro da Academia Paulista de Letras na cadeira 36, cujo patrono é Euclides da Cunha, Esther integrou o conselho de diversas entidades, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Escreveu várias obras jurídicas, entre as quais Os Delitos Qualificados pelo Resultado, O Perdão Judicial, O Menor e os Direitos Humanos e Prostituição e Criminalidade Feminina. Entre os vários títulos com os quais foi homenageada, Esther recebeu o Colar do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo, em 1993, e o Troféu Guerreiro da Educação, concedido em 1999 pelo Estado e pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

Mais conteúdo sobre:
Esther de Figueiredo Ferraz

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.