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Mobilidade acadêmica

Universitários aproveitam programa de intercâmbio entre as federais para conhecer novos câmpus, diversificar formação e até arranjar estágios

Marcelle Souza, Especial para o Estadão.edu

27 Setembro 2011 | 00h16

Aos 21 anos, Mariana Falcão Zuccarello tem o perfil “cigano” de quem já morou em cinco cidades. A facilidade de adaptação e a vontade de conhecer outros lugares fizeram com que ela topasse mudar, mais uma vez, durante a graduação. Hoje aluna do 4.º ano de Direito, Mariana saiu em 2010 da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul para passar um ano na Federal do Espírito Santo.

Mariana é um dos estudantes que se beneficiaram de um acordo de mobilidade acadêmica firmado em 2003 entre a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e as federais de todo o País. 

As exigências do programa são continuar no mesmo curso, ter concluído o primeiro ano na universidade de origem e não ter mais que uma reprovação. As disciplinas cursadas durante o intercâmbio integram o histórico escolar do aluno. 

Mariana entrou na faculdade aos 17 anos. Vivia em São Mateus (ES) e já tinha morado com os pais em Campo Grande, sua cidade natal, e em Londrina (PR). Na época do vestibular, decidiu migrar para a Federal do Mato Grosso do Sul, para ficar mais perto dos avós. Quando começou o curso de Direito no câmpus de Três Lagoas, a universitária ficou com saudade dos pais, e decidiu, de novo, fazer as malas. Voltou ao Espírito Santo, para passar um ano no câmpus da Ufes, em Serra, Grande Vitória.

“Foi ótimo. Aumentei a minha rede de amigos e ainda tive a oportunidade de participar de projetos que não existem na UFMS, como um de assistência jurídica a comunidades indígenas e quilombolas”, afirma.

Aproveitar o melhor. Vitor Santana, de 20 anos, não tem o espírito nômade de Mariana. O aluno de Música da Universidade de Brasília usou o programa da mobilidade para aprimorar a técnica no violão, sua área preferida na graduação de Música.

“Vim para a Federal de Uberlândia ter aulas de violão com um professor que eu admirava”, conta o universitário, que chegou à cidade no começo do ano. “A grade dos dois cursos é bem diferente e eu consigo aproveitar o melhor das duas.”

Ter uma experiência de trabalho estimulou Lívia Cruz Franco, de 21, a trocar este ano o curso de Administração da Federal de Ouro Preto (Ufop) pela graduação na Federal de Minas, em Belo Horizonte. “Ainda não tinha conseguido fazer estágio. Estou desde o início do ano em Belo Horizonte e já estou no terceiro estágio”, diz a aluna do 5.º semestre. 

“Os estudantes que buscam a mobilidade acadêmica querem complementar a formação e enriquecer suas experiências culturais”, afirma o secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduino. As universidades têm o direito de distribuir até seis bolsas de R$ 500, válidas por cinco meses, aos interessados no programa de mobilidade. Saiba como participar no site www.andifes.org.br.

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