Missão do MEC no Timor Leste será mantida

Apesar dos conflitos políticos no Timor Leste, o Ministério da Educação vai prosseguir na execução dos seus programas naquele país. Atualmente, o MEC coordena um programa de preparação para professores que atuam nas escolas primárias, mas não tiveram a formação mínima para habilitação na atividade.A onda de violência no Timor Leste começou em maio, com uma crise que levou à renúncia do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, substituído por José Ramos-Horta. Uma força de paz de 3.200 soldados da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal foi enviada para controlar a situação.Do dia 25 de setembro a 7 de outubro, especialistas do Programa de Formação de Professores em Exercício (Proformação) integram uma missão brasileira naquele país para dar continuidade às suas ações. De acordo com a coordenadora do programa, Luciane Sá de Andrade, o objetivo da viagem é fazer a orientação, acompanhamento, monitoramento e avaliação das atividades do projeto Formação de Professores em Exercício na Escola Primária do Timor Leste, desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores.No Brasil, o Proformação é um curso a distância, de nível médio, com habilitação para o magistério, realizado pelo MEC em parceria com os Estados e municípios. Destina-se aos professores que, sem formação específica, lecionam nas quatro séries iniciais do ensino fundamental, classes de alfabetização, ou educação de jovens e adultos (EJA), nas redes públicas de ensino do País.No Timor Leste, o programa começou em maio de 2005, com oito professores brasileiros selecionados entre os bolsistas da Capes. A equipe brasileira e o Instituto de Formação Contínua do Timor Leste selecionaram cinco professores formadores e 14 tutores timorenses, responsáveis pela formação de 92 professores cursistas timorenses, ao mesmo tempo que trabalham em regime de cooperação com os professores brasileiros.Semestralmente, o MEC disponibiliza dois técnicos para o acompanhamento dos trabalhos no Timor Leste.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 15h20

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