Ministros querem trocar dívida externa por investimento em educação

Ministros de Educação da América concordaram, num encontro da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizado na Cidade do México na quarta-feira, em "explorar a possibilidade" de converter parte do pagamento de suas dívidas externas em programas educativos, por meio do mecanismo financeiro conhecido como swap."Com apenas 3% do que se paga pela dívida no continente seria possível financiar o Programa Bolsa-Escola para 22 milhões de crianças que estão fora da escola na América Latina", destacou o ministro brasileiro, Cristovam Buarque."É preciso lançar um movimento latino-americano pela educação de todos, excluídos e analfabetos", disse o ministro. "Só uma coalizão entre governos nacionais, sociedade civil, universidades, empresários, formadores de opinião e organismos internacionais trará o início das transformações que a América Latina precisa para construir seu futuro."Cristovam defendeu também um pacto entre os países latino-americanos na busca de soluções para problemas similares, como o combate ao analfabetismo e a falta de recursos para a democratização de tecnologia. Em entrevista ao jornal El Independiente, o Cristovam queixou-se que o brasileiro se preocupa mais com futebol do que com o analfabetismo.

Agencia Estado,

14 de agosto de 2003 | 13h00

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