Ministro diz que vai expandir vagas no Fies mesmo com ajuste fiscal

Costa destacou os 210 mil novos contratos de financiamento em 2015; na próxima semana, ele dá lugar ao filósofo Renato Janine Ribeiro

Nivaldo Souza e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

02 Abril 2015 | 17h07

BRASÍLIA - Em meio à crise envolvendo repasses do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), o ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, disse nesta quinta-feira, 2, que o governo continuará expandindo o crédito “apesar dos ajustes” feitos na economia e a previsão de cortes no orçamento nos próximos dias, como parte do esforço para atingir o superávit primário de R$ 66 bilhões. “O governo vai continuar com a sua expansão, fazendo os ajustes, mas não abrindo mão da expansão do ensino superior”, afirmou.

Costa deu como exemplo a criação de 210 mil vagas mesmo com a contenção orçamentária implementada no primeiro trimestre, o que levou os estudantes e as instituições de ensino a buscarem alternativas para manter as aulas - entre elas, o financiamento em bancos privados. "Apesar dos ajustes (na economia), o governo mantém seu comprometimento com o ensino superior, mais 1,9 milhão de vagas continuam (dentro no Fies)”, disse.

O ministro, que nos próximos dias cederá o lugar o filósofo Renato Janine Ribeiro, anunciou nesta quinta a criação de 1,887 vagas em cursos de Medicina de universidades privadas. As instituições terão de abrir campos em até 22 cidades do interior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como parte da expansão de 11,5 mil vagas de graduação em Medicina proposta pelo Programa Mais Médicos. “Essa nossa expansão de 11,447 mil vagas (de medicina) tem uma composição de instituições públicas e de instituições privadas”, disse.

Parte dos novos alunos devem ser atendidos pelo Fiesp, especialmente em regiões mais pobres do Nordeste. Há o risco desse financiamento desequilibrar a relação entre os cursos de medicina públicos e privados, mas o ministro disse que o governo tentará evitar que isso ocorra. "O Brasil, você sabe, tem um modelo de 74% de suas vagas de ensino superior nas instituições privadas e 26% nas instituições públicas. Em Medicina não é assim, nós temos em torno de 52% privadas e 48% em universidades públicas. Nós temos esse cuidado da expansão (nos cursos de Medicina) de que ela seja buscando esse equilíbrio”, defendeu.

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