Wilson Dias/Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil

Ministro compartilha post de dono da Havan que minimiza erros de português

'Só não érra quem não fas', diz Luciano Hang sobre erros de Weintraub e argumenta que repercussão mostra o peso do 'politicamente correto'

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 15h54

SÃO PAULO - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compartilhou na tarde desta sexta-feira, 10, um post de Luciano Hang, dono da Havan, em que minimiza e tenta justificar os erros de ortografia. Nesta quarta-feira, 8, o titular da pasta escreveu nas redes sociais "imprecionante" em vez de "impressionante"

"Só não érra quem não fas", publicou ironicamente Hang nesta sexta no Instagram, com uma foto do ministro. O empresário ainda argumentou que a repercussão em torno dos erros ortográficos de Weintraub mostra o "peso do politicamente corretos nos dias de hoje". 

"Querem dizer como você tem que ser e não te permitem errar. Eu sou disléxico, aprendia a ler com 12 anos, até hoje tenho meus deslizes e dificuldades", disse. Weintraub compartilhou a publicação e agradeceu pelo apoio do empresário.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Eu sempre digo: só não erra quem não faz. Toda essa repercussão em torno dos erros ortográficos do Ministro Abraham Weintraub, mostra o peso do politicamente correto nos dias de hoje. Querem dizer como você tem que ser e não te permitem errar. Eu sou disléxico, aprendia a ler com 12 anos, até hoje tenho meus deslizes e dificuldades. Nem por isso deixei de construir a minha história de sucesso. O comprometimento, disciplina e humildade é o que realmente importa. A vontade de querer fazer um bom trabalho nosso ministro tem de sobra. O bom mesmo é ter um presidente corrupto e outro que queria estocar vento... A grande mídia faz isso para desconstruir a imagem do ministro. Ao invés de somar e gerar harmonia, causam fofoca e desunião, você não acha? @abrahamweintraub . . . #lucianohang #veiodahavan #ministrodaeducação #educação # AbrahamWeintraub #mec #ministeriodaeducacao

Uma publicação compartilhada por Luciano Hang (@luciano.hang) em

Erros

Em agosto, o Estado revelou que Weintraub assinou ofício, endereçado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, em que a palavra "paralisação" foi duas vezes escrita com "z". "Minha responsabilidade. Não escrevi, mas li e deixei passar (...). Erros acontecem", justificou o ministro após a publicação da reportagem.

Em junho, Weintraub também chamou o escritor Franz Kafka de "kafta" --prato de origem árabe, semelhante a um espetinho de carne. A confusão gramatical aconteceu quando Weintraub participava de uma audiência no Senado.

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