ED FERREIRA/ESTADÃO
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Ministro anuncia consulta pública para a criação de Enem online

Novo formato permitiria o agendamento online da prova; exame, obrigatório para entrar em universidades federais, é aplicado simultaneamente no País e teve 8,7 milhões de inscritos em 2014

O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2015 | 18h56

RIO - O ministro da Educação, Cid Gomes, disse nesta sexta-feira, 30, no Rio de Janeiro, onde visitou o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, que vai lançar consulta pública nas próximas semanas sobre um novo modelo de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O novo formato prevê a criação de um banco de questões na internet e permitiria o agendamento online da prova. O exame, obrigatório para entrar em universidades federais, é aplicado simultaneamente, em todo o País, e teve 8,7 milhões de inscritos em 2014.

Segundo Cid, a consulta pública será um “pré-requisito para pensar em um Enem online, que é ter um grande banco de questões”. “Se tivermos para cada uma das áreas cerca de 8 mil perguntas, se tivermos esse banco de dados, ele pode ficar aberto ao público, será uma grande fonte de estudo.”

O ministro disse que a proposta é que o aluno tenha acesso ao banco de dados para estudar e aprimorar seus conhecimentos. As questões da prova do Enem seriam sorteadas pelo sistema online. “Se a pessoa aprender, com base nesse banco de dados, de 8 mil questões, ótimo. Se ela for capaz de decorar, sem entender 8 mil quesitos, é um gênio e merece uma vaga nas melhores instituições de ensino.”

Para ele, outra vantagem é que as provas online seriam exclusivas, compostas por questões do banco, e não mais um modelo único, como é atualmente. Cid Gomes disse que o novo modelo de prova do Enem inibiria denúncias de vazamento, como ocorreu na última edição, no Piauí.

Redação. Sobre o caso, que foi investigado pela Polícia Federal, o ministro esclareceu que o tema da redação foi antecipado para cerca de 30 pessoas de um grupo de rede social em telefones celulares, minutos antes da prova.

“Ficou muito claro que essa antecipação, de 15 minutos, não permitiu benefício para ninguém”, disse. “Há de se convir que 15 minutos (de antecipação de tema) não permitem a uma pessoa ter desempenho melhor”.

Por causa do vazamento, o Ministério Público Federal no Piauí pediu a anulação da prova, o que foi negado pela Justiça. Ainda em fase de discussão, o Enem online foi inspirado nos exames de legislação do Detran (Departamento de Trânsito do Estado), que já podem ser agendados com antecedência, de acordo com a conveniência do aluno. Para dar certo, segundo Cid, o ministério designaria os locais de prova de cada aluno.

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