Ministério e governo paulista liberam R$ 45 milhões para pesquisadores

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o governo de São Paulo assinaram na terça-feira seis convênios que vão garantir investimentos de R$ 45 milhões no Estado em três anos. Os dois convênios que envolvem mais recursos são, pela ordem, o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) e o Programa de Infra-Estrutura para Jovens Pesquisadores.O Pronex, do MCT, que financia grupos de pesquisa, terá R$ 30 milhões destinados a grupos paulistas durante três anos. O Programa Jovens Pesquisadores receberá R$ 5,2 milhões - R$ 2,6 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e R$ 2,6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).Bolsas de iniciação científicaForam assinados ainda um convênio para a concessão de 500 bolsas de iniciação científica para alunos do nível médio, no valor total de R$ 480 mil, que serão pagos pelo CNPq, e outro que financiará o Projeto Proteoma no Estado de São Paulo. Nesse caso, o valor do acordo é de R$ 2,4 milhões, divididos igualmente entre a Fapesp e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).Os governos federal e estadual vão ainda dividir o investimento de cerca de R$ 6 milhões na criação de três parques tecnológicos - em São Paulo, Campinas e São Carlos. No segundo caso, a prefeitura entrará com R$ 300 mil. Em São Carlos, haverá recurso - R$ 108 mil - também do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de uma empresa privada (R$ 34 mil).Desenvolvimento com pesquisaOs acordos foram firmados pelo ministro Roberto Amaral e pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante a abertura da reunião do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Ciência e Tecnologia e do Fórum Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), que vai até esta quinta-feira (31) no Expo Center Norte, em São Paulo. O encontro ocorre simultaneamente ao 2.º Salão e Fórum de Inovação Tecnológica (BrasilTec), inaugurado na terça pelo ministro.Para Amaral, a assinatura dos convênios prova que a política de desconcentração de ciência e tecnologia no Brasil não será feita em prejuízo dos Estados mais desenvolvidos, como São Paulo. "Esses acordos desfazem o discurso de que não se pode desenvolver o País sem prejudicar as áreas de excelência", disse. "Ela pode ser levada a todo o País, progressivamente, sem prejuízo das áreas já desenvolvidas. A União não disputa com São Paulo, é uma aliada de São Paulo."

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