Ministério da Educação proíbe 60 instituições de abrir vagas e cursos

Elas integram lista de 370 universidades, centros universitários e faculdades isoladas que tiverem conceitos insatisfatórios em avaliação do Ministério da Educação

Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2013 | 15h05

BRASÍLIA – Um grupo de 370 instituições de ensino, entre universidades, centros universitários e faculdades isoladas, teve conceitos insatisfatórios no sistema de avaliação do Ministério da Educação deste ano. Dessas, 60, que repetiram as notas ruins desde o ciclo anterior, ficarão proibidas de abrir novas vagas, novos cursos, criar novos câmpus ou polos de educação digital.

Dessas, 23 faculdades, todas privadas, foram classificadas como "tendência descendente" – ou seja, estão ainda piores este ano do que no ciclo anterior de avaliação, em 2009, e além das medidas anteriores não poderão reaver seus direitos antes de completarem todas as medidas determinadas pelo MEC de melhorias em seus sistemas.

Outras 37 instituições foram classificadas como ascendente e poderão retomar seus direitos ao longo de 2014 se o MEC considerar que o esforço feito para cumprir as medidas é suficiente. Entre elas há uma universidade, de Rio Verde (GO), municipal. O restante é também de faculdades privadas.

A avaliação das instituições é feita pela soma dos conceitos de cada curso da instituição, agrupados no Índice Geral de Cursos (IGC). Este ano, entre as 370 instituições que tiveram resultados ruins, 28 são públicas. Entre elas, os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (RS) e do Pará.

Do outro lado, apenas 23 instituições consideram ser classificadas no IGC 5, o mais alto. São elas 9 universidades – todas públicas – e 14 faculdades isoladas. A melhor do País nessa área de humanidades, avaliada em 2012, é a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A melhor faculdade, a Escola de Economia de São Paulo.

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