Mineiro diz que greve o prejudicou na corrida por vaga

Estudante ficou dois meses sem aula; 'Li os livros e tente estudar, mas não é a mesma coisa'

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2011 | 16h44

Apesar de ter achado o Enem “um pouco mais fácil do que havia imaginado”, Henrique Nepomuceno, de 17 anos, que fez as provas no câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais na Pampulha, Belo Horizonte, está apreensivo com suas chances de conquistar vaga no curso de Direito da própria UFMG. Assim como vários colegas que fizeram o Enem no local, Henrique é aluno da rede estadual de ensino, que enfrentou uma greve de cerca de quatro meses.

No 3.º ano do ensino médio, os professores voltaram às salas antes dos demais trabalhadores da Educação. Mesmo assim, o candidato ficou cerca de dois meses sem aulas.

“Nesse tempo eu li os livros e tentei estudar, mas não é a mesma coisa sem um professor”, disse. “Se não der, faço cursinho ano que vem e tento de novo.”

Hiago Marques e Helen Rocha, todos de 17 anos, que disputam vagas em Engenharia Civil e Psicologia, respectivamente, tiveram de entrar em um cursinho para compensar o período em que perderam aula. "Sem o cursinho, a gente ia ficar numa desvantagem grande", ressaltou Helen.

Ao contrário do ocorrido no sábado, as provas de hoje ocorreram sem problemas na capital, segundo a Polícia Militar. No primeiro dia do Enem, quase 100 pessoas registraram boletins de ocorrência porque não conseguiram entrar nos locais de realização do exame. Em alguns lugares, a PM teve que agir para conter os estudantes, que chegaram a esmurrar portões de escolas. Hoje, segundo a PM, não houve nenhuma ocorrência do tipo.

*Atualizada às 18h13 para acréscimo de informações 

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