‘Microdados’ do Enem são de difícil acesso para escolas

Além do ranking por escola, o Inep coloca em seu site os chamados “microdados” do Enem. O conjunto de informações possibilita diversos recortes, como analisar os acertos por questão dos candidatos, por exemplo. O instituto ligado ao MEC aponta que os dados auxiliam as instituições em seu processo de avaliação, mas, na prática, quase nenhuma escola consegue utilizá-lo.

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

26 Junho 2012 | 00h23

O arquivo tem 5 gigas, equivalente a 5 bilhões de letras. Usá-lo requer conhecimento em estatística. Algumas escolas particulares colocam equipes de tecnologia para destrinchar as informações, mas, na rede pública, os dados são desconhecidos.

A Escola Estadual Carlos Cattony, de Parelheiros, zona sul de São Paulo, teve uma boa nota no Enem 2010. A direção trabalha no plano de gestão e fez por conta própria uma pesquisa socioeconômica para basear seu trabalho. Trabalho dobrado, porque isso está nos microdados. “Se tivéssemos essas informações, ajudaria para facilitar o trabalho da escola. Tem de conhecer para atuar”, informou a direção da escola.

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