Divulgação
Divulgação

México restringe taco e comidas gordurosas nas escolas

Novas regras devem ser aplicadas a partir de agosto e valerão para 25 milhões de estudantes

Agência Estado

27 de maio de 2010 | 19h35

CIDADE DO MÉXICO - O governo do México decidiu proibir a venda de alimentos gordurosos nas escolas, o que inclui a comida à qual várias gerações de crianças estavam acostumadas.

 

Veja também:

SP aprova proibição à venda de coxinha em escolas

 

Além de refrigerantes, hambúrgueres e batatas fritas, a proibição se estende a alimentos e bebidas tradicionais do México, como o doce de tamarindo, chile, torresmos e o atole, uma bebida de milho que é servida quente nas manhãs. Já os tacos, burritos e saladas só serão permitidos em versões com pouca gordura.

 

As normas para combater a obesidade, apresentadas pelas autoridades nesta quarta-feira, 26, proíbem também as tortas - enormes sanduíches de carnes, populares no México -, exceto em versões "light", de feijão e queijo, ou de frango com verduras.

 

O Departamento de Saúde do México espera que as normas entrem em vigor no próximo período escolar, que começa em agosto. As novas regras, que ainda serão aprovadas por um comitê de especialistas, serão aplicadas a 25 milhões de estudantes nas 220 mil escolas mexicanas, tanto privadas quanto públicas.

 

Campanha

 

O presidente do México, Felipe Calderón, lançou em janeiro uma campanha nacional contra a obesidade, assinalando que a incidência do mal triplicou entre os jovens nos últimos 30 anos. "Infelizmente, somos o país com o maior problema de obesidade infantil no mundo inteiro", disse Calderón.

 

Cerca de 4,5 milhões de crianças mexicanas entre 5 e 11 anos de idade - e 26% de todas as crianças - têm problemas de peso no país. Os especialistas atribuem a obesidade infantil no México à inclusão de refrigerantes e alimentos da cultura norte-americana nas escolas. Com as novas regras, as crianças poderão beber apenas água mineral e sucos de frutas nas escolas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.