Mesmo vestibular dará acesso a cinco diferentes federais

Aluno poderá prestar cinco diferentes cursos em cinco diferentes universidades federais com a mesma prova

Lisandra Paraguassú, de O Estado de S. Paulo,

06 de abril de 2009 | 19h27

O novo vestibular das universidades federais dará a oportunidade aos estudantes de tentar, com o resultado de uma mesma prova, cinco diferentes cursos em cinco diferentes universidades no País. Depois de uma reunião de mais de três horas, na tarde desta segunda-feira, 6, entre os reitores das federais e o ministro da Educação, Fernando Haddad, várias dúvidas ficaram. No entanto, essa é uma das decisões tomadas, assim como a de que irão chegar mais recursos para assistência estudantil às instituições que aderirem à proposta do Ministério da Educação.

 

Veja também:

link Vestibulares unificados podem melhorar ensino

link MEC quer substituir vestibular de federais por novo Enem

lista Entenda as propostas do MEC para o novo Enem

forum Você concorda com a criação de um novo Enem?

especialAs melhores escolas públicas e privadas do País, segundo o Enem

 

O MEC decidiu dobrar o valor dos recursos repassados às universidades. Dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões, mas com a maior parte reservados àquelas que fizerem parte do novo vestibular. "A assistência estudantil será reforçada porque o número de vagas nas instituições dobrou. Mas, para aquelas que atenderem estudantes de outros Estados terá que ser reforçada", disse Haddad.

 

Os recursos da Assistência Estudantil são usados para restaurantes universitários, moradia de estudantes e bolsas de apoio para ajudar alunos de baixa renda. Como a intenção do MEC é que, com o novo vestibular mais estudantes saiam de seus Estados para estudar, é necessário garantir que eles não tenham que abandonar os estudos porque não têm condições de se manter. Também é uma forma de compensação às instituições que, hoje, ganham algum dinheiro fazendo suas próprias seleções.

 

A decisão de dar oportunidade aos estudantes de tentar mais de um curso e mais de uma instituição com uma mesma prova é um dos pontos básicos da proposta técnica que o ministério vai encaminhar na próxima quarta-feira aos reitores. Apesar de ainda haver dúvidas sobre como vai funcionar na prática, foi bem vista pelos reitores.

 

Da forma que o ministério propõe, os estudantes terão cinco oportunidades: poderão se inscrever em cinco cursos dentro da mesma instituição, no mesmo curso em cinco instituições diferentes ou em cursos diferentes também em diferentes instituições. Só precisarão fazer uma hierarquia. A prioridade será dada para a primeira opção. "Isso melhor o aproveitamento do aluno e das vagas", avaliou Haddad.

 

Além disso, a inscrição só será feita depois de ter o resultado da prova - uma versão aprimorada do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - em mãos. Com isso, o estudante poderá ter uma ideia melhor das suas possibilidades de aprovação. O sistema de inscrição, online, ainda ficará aberto por algum tempo e o candidato poderá avaliar suas reais condições no curso escolhido e mudar suas opções, caso conclua que não será aprovado.

 

O ministério continua com a intenção de iniciar o processo já este ano, mas não sabe se terá condições de fazê-lo com todas as Federais. Algumas universidades, como a Federal de São Paulo, pensam em fazer uma segunda fase própria, mas não haveria tempo de realizá-la depois da prova unificada, que deve ser feita em outubro. "Com aquelas que pretendem ter uma única fase poderemos com certeza iniciar este ano. Com as demais, teremos todas as condições de fazer todas as adaptações em 2010", garantiu o ministro.

Tudo o que sabemos sobre:
EnemEducação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.