Mercosul tentará trocar dívida por verbas para educação

A próxima reunião dos presidentes do Mercosul, em julho, no Brasil, deve aprovar uma proposta conjunta de troca de parte dos serviços da dívida dos países pobres por investimentos em educação. A idéia é dar início a uma articulação internacional em defesa da tese.Segundo o ministro Tarso Genro, que se reuniu na semana passada em Buenos Aires com os ministros da Educação da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, o documento vai sugerir que o valor obtido como desconto de dívidas seja adicionado, sem substituir as verbas já previstas, ao orçamento da educação de cada país."Claro que um acordo desses só sai sob negociação e articulação mundial, e com pressão política", comentou Tarso, dando idéia de que os dirigentes do Mercosul querem expandir a proposta a todos os continentes."Isso significa uma ofensiva política global sobre a questão da dívida", afirmou. "E também coloca a educação como elemento estratégico para o futuro da América Latina." O ministro disse, ainda, que assim como parte da dívida é legítima, por ter sido contraída por governos democráticos com organismos como o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Mundial, outra parte é de empréstimos feitos por ditadores que nem usaram os recursos para os projetos que estavam definidos nos financiamentos.

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