Mercadante defende cotas nas universidades estaduais paulistas

'É uma oportunidade única para o País', disse ministro em audiência na Assembleia Legislativa

Estadão.edu, com informações da Assessoria de Imprensa do MEC,

11 Março 2013 | 21h18

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta segunda-feira, 11, a adoção de cotas nas universidades estaduais. "É uma oportunidade única para o País", disse ele, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O primeiro projeto de cotas na Casa é de 2004. “Acho que o debate deve ser feito. É claro que o MEC respeita a autonomia das universidades, mas o que estamos fazendo na esfera federal é um caminho que vale ser seguido.”

 

A Lei de Cotas federal foi sancionada em agosto do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. Em quatro anos, 50% das vagas nas universidades federais serão destinadas a estudantes de escola pública, também levando em conta recorte de renda e racial. Já para este ano, no mínimo 12,5% das vagas têm de ser reservadas para cotistas.

 

“A maioria das universidades já tinha políticas afirmativas exitosas, porém agora temos um modelo único para todos os cursos, gerando um estímulo e melhora na educação pública”, disse Mercadante. Segundo o ministro, a lei é essencial, já que 88% dos estudantes do ensino médio são oriundos de escolas públicas. “O ProUni mostra que os alunos têm desempenho bom, só precisam de oportunidades. O topo do ensino público tem melhor desempenho que a média da escola privada.”

 

A Comissão de Educação da Alesp marcou um debate, previsto para ocorrer nos próximos dias, sobre as cotas nas universidades estaduais. Os reitores de USP, Unesp e Unicamp foram convidados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.