Prefeitura de Campinas/Divulgação
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Melhora em educação faz Campinas e Santos aumentarem IDHM

Avanço na área puxou alta de índice nas regiões metropolitanas entre 2000 e 2010, dizem PNUD, Ipea e Fundação João Pinheiros

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

01 Julho 2015 | 10h30

SÃO PAULO - A melhora em indicadores de educação fez com que as regiões metropolitanas de Campinas e da Baixada Santista aumentassem seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). A evolução foi verificada entre 2000 e 2010.

A região de Campinas é a segunda colocada no ranking das metrópoles do país. Atrás apenas de São Paulo. Já a Baixada Santista ficou em sexto entre as 20 regiões analisadas pelo estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiros. Os dados que complementam o Atlas do Desenvolvimento Humano foram apresentados nesta quarta-feira, 1º.

O relatório apontou que a melhora no índice geral das duas regiões foi puxada por um avanço mais significativo na área de educação do que em renda ou longevidade. O índice geral, que varia de 0 (mínimo) a 1 (máximo), passou em Campinas de 0,710 para 0,792 e, em Santos, de 0,7 para 0,777. 

Já o IDHM Educação passou em Campinas de 0,582 para 0,726 e, em Santos, de 0,579 para 0,720. O índice de educação é formado por cinco indicadores: porcentual da população com mais de 18 anos com ensino fundamental, porcentual de crianças de 5 a 6 anos matriculados na escola, porcentual de jovens de 11 a 13 anos nos anos finais do ensino fundamental, porcentual de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo e porcentual de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo.

De acordo com o relatório, as duas regiões tiveram uma melhora mais significativa no indicador sobre o número de crianças de 5 a 6 anos na escola. Em Campinas, o porcentual passou de 71,98% para 95,64% do total da população crianças nessa faixa etária. Já em Santos passou de 77,35% para 93,73%.

“As regiões metropolitanas do Estado de São Paulo já saem de um patamar muito alto em relação ao restante do país. Por isso, para melhorar o índice é mais difícil”, disse Floriano Pesaro, secretário de Estado do Desenvolvimento Humano. Ele disse que, com os dados, o Estado conseguirá adotar políticas sociais mais assertivas às demandas de cada uma das regiões. “São essas as regiões com as quais temos a determinação do governador para ampliar os recursos sociais”.

Embora as duas regiões tenham pontuações suficientes para serem classificadas como de "alto desenvolvimento humano" (maior ou igual a 0,7 até o limite de 0,8), o relatório aponta para um alto grau de desigualdade. O IDHM é preparado a partir de dados do Censo de 2010. São avaliados dados de saúde, renda e escolaridade. A partir dos indicadores, é possível formar uma classificação geral e de acordo com desempenho em cada uma das áreas.

“Essas regiões seguem uma tendência típica das outras regiões, com uma melhora inegável. No entanto, ainda temos abismos sociais extremos nessas regiões metropolitanas”, disse Andrea Bolzon, coordenadora nacional do PNUD. 

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