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Melhor pública do País tem estrutura de universidade à disposição

No turno em que não estão recebendo o programa da grade curricular tradicional, os alunos do Colégio de Aplicação (Coluni) fazem atividades extracurriculares

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

04 Outubro 2016 | 22h15

Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, o Colégio de Aplicação (Coluni) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata, em Minas, foi a mais bem colocada escola pública do País no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com 480 alunos que estudam ou pela manhã ou à tarde, a instituição tem à disposição toda a estrutura da universidade - a escola fica dentro do câmpus.

No turno em que não estão recebendo o programa da grade curricular tradicional, os alunos fazem atividades extracurriculares.

Nesta terça-feira, 4, os estudantes estavam produzindo uma peça teatral, afirma a diretora em exercício da escola, Renata Pires Gonçalves. “Além disso, temos dedicação exclusiva de professores, a maior parte com doutorado, e alunos que passam por processo de seleção.”

RANKING: Veja a lista das escolas de acordo com a nota no Enem

Em 2015, o colégio registrou 2.270 inscrições para o processo de seleção - recorde nos 51 anos de existência da escola. Apesar do resultado do Enem (a diretora ainda não sabia da posição da escola no ranking), Renata Pires acredita que a performance da instituição poderá não se repetir nos próximos anos. “O governo federal está acabando com as escolas, com a falta de recursos. Estamos tirando lâmpadas dos corredores para colocar nas salas de aula”, diz a diretora.

O aluno do 3.º ano do ensino médio Pedro Cordeiro, de 18 anos, afirma que a estrutura do colégio é excelente. “Os professores são muito bons.” Ele também reclama da falta de dinheiro. “Os alunos do 1.º ano ficaram sem parte do grupo de professores que tinham este ano. Mas conseguiram superar porque correram atrás do programa que tem de ser passado no período.” 

MEC. Segundo o Ministério da Educação, “os repasses financeiros são enviados às reitorias das universidades federais”, que têm autonomia administrativa para fazer a “aplicação e gestão dos recursos”. Em 2015, o MEC repassou à UFV R$ 83,5 milhões. Em 2016, foram 69,6 milhões até o momento - o orçamento é de R$ 109,7 milhões.

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