Meirelles quer que Unicamp forneça tecnologia ao Estado

O secretário estadual de Ciência e Tecnologia João Carlos Meirelles reuniu-se nesta terça-feira de manhã com o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Carlos Henrique Brito Cruz. Ele pediu o engajamento da Unicamp no projeto de desenvolver tecnologias de interesse do Estado."São questões pontuais que podem contribuir para a redução de importações e aumento das exportações", comentou o secretário. Ele citou como exemplos o desenvolvimento de tecnologia nacional de fibra ótica, de química fina para melhoria no craqueamento do petróleo e para máquinas agrícolas que possam ser usadas na colheita e seleção de frutas e legumes.De acordo com Meirelles, são estudos já em andamento na Unicamp, que terão "efeitos poderosos" se colocados à disposição do mercado, principalmente das pequenas e médias empresas. A disponibilização de tecnologias para essas empresas irá "devolver aos municípios a capacidade de gerar renda e trabalho", defendeu. De acordo com ele, ao Estado caberá a articulação do setor privado para a identificação de demandas.Meirelles comentou que a Secretaria está estudando a criação de uma lei estadual de inovação tecnológica a partir da lei federal, em trâmite no Congresso Nacional. "Estamos aguardando as diretrizes nacionais e já trabalhando no nosso projeto para que ele esteja semi-pronto quando a lei federal for aprovada", disse.Uma das propostas da Secretaria, e da lei federal, é flexibilizar as compras do Estado para garantir a competitividade de micros e pequenas empresas em licitações. "Se o governo federal abrir, vamos trazer para São Paulo. Nos Estados Unidos, até 25% das compras do governo, dependendo do estado, podem ser feitas com as micro e pequenas empresas", argumentou.O secretário comentou ainda que até o final deste ano serão entregues 80% dos 540 galpões de incubadoras de agroindústria para 540 municípios de São Paulo. O restante, conforme ele, deverá estar concluído em março do próximo ano. O programa custou R$ 150 milhões ao Estado.Além da doação do terreno, a contrapartida dos municípios será organizar e operar as incubadoras que deverão ter no mínimo cinco empresas cada. "O agronegócio tem mais espaço para crescer rapidamente", apontou Meirelles. Segundo ele, as incubadoras deverão atender o perfil de produção de cada cidade ou região.

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2003 | 18h10

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.