Reprodução/Estadão Acervo
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Medicina, Direito e Engenharia estão os cursos mais procurados há mais de 80 anos

As carreiras mais procuradas nos vestibulares hoje são as mesmas de antigamente

Rose Saconi, Estadão Acervo

30 Abril 2013 | 10h48

Por mais que surjam novos cursos de graduação a cada ano, a tradição ainda impera no ensino superior brasileiro. As carreiras mais procuradas nos vestibulares hoje são as mesmas de 80 anos atrás: Medicina, Direito e Engenharia. No início do século 20, as famílias mais ricas mandavam os filhos ao exterior para estudar alguma dessas carreiras.

Esses fatos eram tão marcantes que chegavam até a ser registrados em jornal. “Regressou da Europa o sr. Bento Ferreira Alves, estudante em Liège e filho do sr. tenente Arthur Ferreira Alves, fazendeiro”, publicou o Estado em 1914.

Se isso era verdade para os homens, não acontecia o mesmo com as mulheres. Para elas, o magistério era uma das poucas profissões respeitáveis para as jovens de classe média até a década de 1930.

Com o crescimento da aviação no País, nas décadas de 1960 e 1970, a profissão da moda para as meninas se tornou a de comissária de bordo. “À proporção que a era do jato ganha em velocidade, a influência feminina vai ganhando terreno. Pode ser selecionando estofamento para aviões, ou servindo um filé a 500 milhas horárias”, dizia uma reportagem do Estado.

Nos anos 1980, Medicina e Direito continuaram a ser cursos procurados, mas Engenharia não vivia uma boa fase. Nessa época, como mostram levantamentos publicados no jornal, cerca de 20% dos engenheiros de São Paulo acabavam desempregados. Um caso emblemático foi o de um profissional que, sem emprego, abriu uma lanchonete na Avenida Paulista com o nome O Engenheiro que Virou Suco.

A reviravolta da profissão veio com o século 21, quando também cresceram a quantidade e variedade de profissões ligadas à tecnologia e à internet. Mas essas novas carreiras continuam dividindo espaço com as mais antigas e tradicionais, que ainda ocupam o lugar de favoritas entre os estudantes.

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