Medicina da USP exige física no vestibular, após críticas

Em Ribeirão, geografia se mantém como específica. Alteração pode criar carreiras com perfis diferentes

Bruna Tiussu e Elida Oliveira , Especial para O Estado de São Paulo

08 Julho 2009 | 20h17

 Vestibulandos de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) não terão mais geografia como prova específica no vestibular deste ano. A decisão vale só para a capital. Em Ribeirão Preto, a disciplina foi mantida.   Até o exame anterior, física, biologia e química eram as específicas. Com as alterações, física foi substituída por geografia em uma tentativa de selecionar candidatos de cultura geral ampla. A mudança foi polêmica.   Veja também:  Blog: nota da USP na íntegra Médicos criticam Fuvest pela troca de disciplinas na 2ª fase   Para Milton Arruda Martins, presidente da congregação de professores de Medicina do câmpus de São Paulo, física fica para evitar mais alterações. "Estudamos uma eventual mudança, com análise calma das implicações", disse. Já o diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Benedito Carlos Maciel, considera o momento propício a mudanças. "É hora de sinalizarmos ao aluno o que esperamos dele." Para o médico do Instituto de Psiquiatria da USP, Wagner Gattaz, manter física é consenso. "Não se trata só de conceitos físicos, mas envolve análise de dados, diagnósticos e resultados."   A decisão pode resultar em duas carreiras de Medicina, uma de formação técnica, em São Paulo, e outra humanística, em Ribeirão. O diretor do curso pré-vestibular COC, Tadeu Terra, diz que ficará mais fácil para os alunos. "Eles já têm amplos conhecimentos sobre física." Para ele, Ribeirão quebra paradigmas da profissão, enquanto São Paulo se coloca em posição conservadora.

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