Mecatrônica é caminho de muitos estudantes de engenharia

Quando era adolescente, o engenheiro mecatrônico Fábio Tozeto Ramos, de 25 anos, sonhava ser jogador de tênis profissional. Até que, ainda estudante do segundo grau, conheceu a Escola Politécnica da USP, o prédio da Mecatrônica, o laboratório, os robôs. E decidiu ali que dedicaria a vida a fazer aquelas coisas que há 30 anos se chamava de ficção científica. "Essa profissão é para quem gosta mesmo de se aventurar em áreas novas, de desafios e, claro, de estudar muito", diz, cheio de entusiasmo. Já Fábio, filho único de um engenheiro e professor da Poli, se enfiou de cabeça numa profissão que é um misto de engenharia elétrica, mecânica e ciências da computação. "Sempre me interessei por dispositivos automáticos (elementos mecânicos que decidem por si sós e agem no mundo conforme o conhecimento que lhes foi dado - os robôs)", conta. "Além disso, por envolver muito conhecimento, a mecatrônica abre mais portas do que para um simples engenheiro."Criado em 89, Mecatrônica é o curso de maior carga horária da Poli. Os profissionais trabalham na indústria produzindo ou desenhando processos de manufatura ou processos automáticos de maneira geral.

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