MEC vai criar site para candidatos prejudicados por erro no Enem

Procuradora do MPF em São Paulo acha ser possível anular a prova em ação coletiva

Estadão.edu

06 Novembro 2010 | 17h30

O Ministério da Educação (MEC) confirmou na tarde deste sábado que houve um erro na impressão do cartão-resposta da prova distribuída hoje a 4,6 milhões de estudantes em todo o País. O órgão também afirmou que criará um "ambiente virtual" para os alunos prejudicados pelo problema. 

 

A confusão foi no cabeçalho do cartão-resposta, onde os alunos anotaram o gabarito. No caderno de prova, os alunos tinham que responder, em primeiro lugar, as questões de ciências humanas, cujas questões vinham numeradas de 1 a 45. Depois, vinham as perguntas de ciências da natureza, entre os números 46 e 90. No cabeçalho do cartão-resposta, porém, a ordem estava invertida. Na parte correspondente às questões de número 1 a 45, estava escrito "ciências da natureza" no topo. E, em cima do espaço para marcar as respostas de 46 a 90, estava grafado "ciências humanas". 

 

O erro, aparentemente simples, confundiu estudantes por todo o País. Alguns perceberam o problema até antes dos fiscais, que ao serem alertados procuraram o MEC. O MEC confirmou ter tido conhecimento do erro apenas no decorrer da prova e disse que orientou todos os fiscais a explicarem o problema aos alunos, pedindo que desconsiderassem o cabeçalho com a grafia trocada e respondessem as perguntas na ordem de 1a 90. 

 

Em algumas cidades, como no Recife, pais de alunos decidiram procurar o Ministéro Público para se queixar. "Qualquer coisa que induza o aluno ao erro pode dar margem ao aluno para pedir anulação", diz. A procuradora da República Maria Luiza Grabner, do MPF em São Paulo, diz que "os alunos que se sentirem lesados, na segunda-feira, podem fazer representação no órgão".

 

Essa representação, segundo a procuradora, pode servir de base para uma ação coletiva contra o MEC, para anular a prova. Edson Bortolai, presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, diz que o estudante pode procurar o Procon ou mover uma ação de indenização individual.

 

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