MEC usa TRI para derrubar liminar na Justiça Federal do Ceará

De acordo com Ministério, uso da teoria permite aplicação de prova diferente com mesmo nível de dificuldade

Estadão.edu

08 Novembro 2010 | 16h46

O Ministério da Educação (MEC), informado da decisão da juíza Carla de Almeida Miranda Maia, da 7ª. Vara Federal do Ceará, que determinou a suspensão das provas do Enem, afirmou que a preocupação da magistrada referente a igualdade de condições dos concorrentes está assegurada pela utilização da TRI (Teoria de Resposta ao Item). O Ministério anunciou que os alunos prejudicados pelos erros da prova amarela, no último sábado, não terão vantagem em relação aos outros. A consultoria jurídica do MEC neste momento dá esclarecimentos à Justiça Federal do Ceará.

 

Com a TRI, o conjunto de modelos matemáticos usado no Enem permite que os exames tenham o mesmo grau de dificuldade. As questões ganham um peso que varia de acordo com o desempenho dos estudantes nos pré-testes.

 

Quanto mais alunos acertam uma determinada pergunta, menor o peso que ela terá na prova porque o grau de dificuldade é supostamente menor.

Por isso, não haveria problema na aplicação de um outro exame aos que foram prejudicados no Enem.

 

A aplicação da teoria da resposta ao item é frequente nas avaliações em testes de múltipla escolha aplicados em diversos países. No Brasil, a TRI é usada desde 1995 nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede o desempenho de estudantes do ensino fundamental e médio.

 

Em 2009, foi usada pelo Enem com o objetivo de garantir a comparação das notas do exame daquele ano com os seguintes.

 

Atualizado às 17h18.

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