MEC quer explicação da Cesgranrio sobre pré-teste do Enem

PF concluiu que a fundação terceirizou parte da aplicação do pré-teste em colégio cearense

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

17 Janeiro 2012 | 23h29

SÃO PAULO - O Ministério da Educação (MEC) vai cobrar explicações da Fundação Cesgranrio sobre a atuação na aplicação do pré-teste de questões do Enem no Colégio Christus, de Fortaleza. A prova de calibração das questões do exame ocorreu na escola em outubro de 2010.

 

O inquérito da Polícia Federal concluiu que a Cesgranrio terceirizou parte da aplicação no colégio cearense. O inquérito cita que o órgão teria informado à escola que não dispunha de funcionários para a aplicação do pré-teste em dias da semana – mas só aos sábados e domingos.

 

Como a prova foi realizada em dia de semana, o órgão pediu ao colégio que contratasse um fiscal. Além de ser ligado à escola, o que é vetado, o funcionário que foi indiciado também não teria assinado termo de confidencialidade que é obrigatório para quem participa do processo.

 

A Cesgranrio afirma que ainda não teve acesso ao inquérito da PF. Nega, entretanto, que tenha terceirizado a aplicação do pré-teste.

 

“Houve, sim, por parte de um dos representantes da Cesgranrio no Ceará, uma atitude inadequada quanto ao procedimento usual que é a cessão de apenas uma parte da equipe de fiscalização à instituição onde se realizam as provas. Uma possível explicação para essa descabida atitude seria sua crença de que a observância a preceitos éticos fosse prevalecer sobretudo por envolver uma tradicional instituição de educação”, ressalta nota da instituição. A contratação de pessoa ligada ao colégio para atuar no dia do pré-teste teria sido decidida pelo Christus, contrariando orientação da Cesgranrio.

 

De acordo com o MEC, o banco de questões do Enem tem 6 mil itens, menos da metade do número que considera ideal – entre 15 mil e 20 mil. O Banco Nacional de Itens é composto por todas as provas. Há item do Saeb, Prova Brasil, do Enceja e do Enem. Fora itens não pré-testados, porque não têm TRI (como é o caso do Enade, aplicado no ensino superior).

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