MEC propõe ciclo básico de 2 anos em todos os cursos

As universidades brasileiras poderão ter um ciclo básico de dois anos antes que o aluno comece realmente a ter aulas da profissão que escolheu. A proposta é uma das 15 diretrizes da reforma universitária apresentada pelo Ministério da Educação.Serviria para dar mais base aos estudantes e, principalmente, para adiar por algum tempo a decisão final sobre a profissão a seguir."O ciclo básico não forçaria uma especialização prematura, de estudantes de 17, 18 anos, que, se desistem hoje da área que escolheram, perdem toda uma formação inicial", explicou o secretário-executivo do MEC, Fernando Haddad.A forma pela qual o ciclo vai funcionar caberá às instituições de ensino definir. Mas a idéia não é de que seja apenas uma continuação do ensino médio, com todas as matérias, mas dividida por áreas, com ênfase nas disciplinas-base - humanas, exatas e biomédicas.Autonomia e aplicaçãoA pró-reitora de Graduação da Universidade de São Paulo (USP), Sonia Penin, acredita que, independentemente do mérito da idéia do ciclo básico, é preciso garantir a autonomia das universidades estaduais."É uma conquista nossa. Os modelos acadêmicos têm de ser discutidos dentro de cada comunidade."Antonio Carbonari, representante do sindicato das mantenedoras das instituições em São Paulo, diz que a proposta do MEC seria facilmente operacionalizada nas universidades particulares. Ele explica que já há cadeiras comuns nos primeiros anos de todos os cursos, como filosofia, informática, direito e legislação."Os jovens entram muito cedo na universidade, não têm condições de decidir bem. A medida favoreceria o amadurecimento", diz. Segundo ele, o ciclo básico diminuiria até os custos das instituições. "Poderíamos juntar alunos de cursos com demandas diferentes numa sala só."  leia também Governo quer loteria para financiar universidade   Reforma universitária prevê Enem obrigatório 

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