MEC promete mais 8 mil vagas nas federais

O Ministério da Educação tem um plano ousado para criar entre 8 mil e 10 mil vagas em universidades federais já em 2005. O projeto inclui a fundação de duas novas instituições e a criação de cinco outros campus em universidades já existentes. Mais da metade dessa expansão será em São Paulo."Todas elas estão vinculadas ao desenvolvimento regional", disse o ministro da Educação, Tarso Genro. Segundo ele, os processos seletivos serão realizados até o fim de 2004.Federal do ABCA mais complicada de sair do papel, e também a maior delas, é a Universidade Federal do ABC. Quando for completada sua implementação, ela terá 20 mil vagas. A criação de uma nova universidade exige um projeto de lei e sua aprovação no Congresso.Diferentemente dela, as outras sete iniciativas dependem apenas de tramitação interna no MEC e de alocação de verbas. São também mais fáceis de serem iniciadas porque já têm pesquisas desenvolvidas, instalações, quadro de professores e experiência acumulada.ExpansãoO orçamento de 2005 do MEC prevê entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões para o projeto de expansão. A idéia era um dos principais pontos do programa de educação do governo do PT e uma das maiores reivindicações de educadores e entidades. O Brasil tem hoje 124.126 vagas em federais contra 1.773.087 em universidades privadas.A previsão orçamentária não considera o dinheiro necessário para manter novos professores que serão contratados. O MEC aguarda resposta do Ministério do Planejamento sobre um pedido para criação de 5 mil vagas docentes: 2 mil para os novos cursos e o restante para reposição nas cerca de 50 federais já existentes."O presidente Lula está informado disso, então acredito que isso estará resolvido até o ano que vem", disse o ministro. VestibularesTarso pretende começar os vestibulares mesmo sem ter recebido ainda a verba para professores."Estamos só esperando as vagas para professores", diz o reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Augusto Moreira Junior. Lá, o governo estadual comprou um prédio para o novo campus da instituição no litoral. As prefeituras pagarão os funcionários de limpeza, segurança e manutenção.A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também aguarda o mesmo aval para inaugurar sua unidade na Baixada Santista. Apesar de já terem o prédio, os cursos de graduação na área de saúde precisam de professores e verbas do MEC. São Paulo tem menosSão Paulo é um dos Estados com o menor número de vagas em universidades federais (1.489), perdendo apenas para Roraima e Acre. Se der certo o plano do governo federal, a expansão paulista será de mais de 1.000%.Além do ABC e da Unifesp em Santos, está previsto um novo campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em Sorocaba, utilizando a área da Fazenda Ipanema, administrada pelo Ibama. A UFSCar precisa de R$ 13 milhões para iniciar os cursos nas áreas de educação e turismo ambiental.Universidade da FlorestaA futura Universidade da Floresta, uma extensão da Federal do Acre, prevê cursos voltados ao desenvolvimento sustentável da região e um deles será direcionado apenas aos índios.O projeto mais adiantado é o do consórcio de universidades públicas do Rio de Janeiro. Ele começa a funcionar no dia 23, quando 120 alunos assistirão às aulas inaugurais de Economia, Administração e Engenharia da Automação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e outros 45 começam na faculdade de Administração, em Volta Redonda.

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