MEC pode usar ensino à distância por falta de docentes

O Ministério da Educação (MEC) estuda a possibilidade de usar o ensino à distância para tentar reverter a carência de 270 mil professores de matemática, química, física e biologia nas escolas do País.Ainda não há consenso no governo quanto à viabilidade da proposta, mas o secretário de Educação à Distância do MEC, Marcos Dantas, disse nesta segunda que "a hipótese está sendo examinada".Ele esteve no Rio para os preparativos do Congresso Brasileiro de Educação Superior à Distância, que será realizado na cidade de 1.º a 3 de dezembro. Dantas afirmou que serão abertas no ano que vem 17.600 vagas em 39 universidade federais e estaduais para ensino à distância. Os convênios, disse ele, foram assinados há dez dias.A prioridade é a licenciatura nas carreiras em que há falta de professores no ensino médio."Milhares de jovens estão concluindo o ensino sem ter aulas de matemática e física, porque há falta de 270 mil professores na rede. Isso é a conseqüência de 10 a 15 anos de verdadeiro descalabro na gestão do ensino público, do desmonte do Estado e do esvaziamento da Educação Pública. Não se resolve isso em dois anos", declarou.Dantas reconheceu que "houve um forte esforço na universalização do ensino" no governo FHC, mas disse que a qualidade do ensino "é fraca".Segundo ele, é a primeira vez que o MEC faz uma chamada pública para a formação de convênios (principalmente com universidade federais) na área de educação à distância. "Deixamos de fazer atendimento de balcão e passamos a ter uma política", disse.

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