MEC planeja Enem totalmente digital a partir de 2026. Entenda

Plano foi anunciado nesta quarta pelo ministério. Piloto em 2020 deverá ser aplicado com 50 mil candidatos de 15 capitais

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2019 | 03h00

O Ministério da Educação informou nesta quarta-feria, 3, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará a ser aplicado de forma digital a partir do próximo ano. O projeto prevê que 50 mil candidatos, em 15 capitais brasileiras, façam o modelo digital em 2020. A expectativa é de que o número seja ampliado progressivamente até 2026, quando a prova impressa será extinta. Entenda o assunto:

Quando será a mudança? 

Um projeto-piloto terá início no ano que vem para 50 mil estudantes, de modo facultativo, em 15 capitais. A ampliação será progressiva até 2026, quando a prova de papel será extinta. 

Haverá mudança no Enem deste ano?

Não, o formato digital só começa em 2020. O ministro Abraham Weintraub informou que a prova deste ano já foi enviada pela gráfica. Disse ainda que nem ele nem o presidente Jair Bolsonaro viram o exame – em 2018, Bolsonaro declarou que analisaria antes o conteúdo do teste. O Enem será nos dias 3 e 10 de novembro. 

Quais são os benefícios?

MEC e especialistas dizem que, a longo prazo, o modelo é mais econômico e mais seguro, por ter logística menos complexa. Com o processo mais simples de elaboração e aplicação, o Enem poderia ser realizado em mais de uma edição ao ano. Outra possibilidade é, no futuro, usar mais recursos, como vídeos, infográficos animados e games. 

Mas por que a mudança não foi feita antes?

O principal entrave é que o País não tem um banco de questões com tamanho suficiente para várias edições da prova. O MEC não falou se investirá na ampliação do banco – para se chegar a um tamanho considerado ideal, o custo estimado é de R$ 50 milhões, 2,5 vezes maior do que a verba do piloto. A formulação de itens envolve várias etapas.

Isso encarece o Enem?

O MEC estima gastar R$ 20 milhões com o projeto-piloto. O custo por candidato nesse modelo é 4 vezes maior do que o atual. A pasta afirma que os custos iniciais da versão digital serão “expressivamente maiores” na implementação, mas a expectativa é que sejam reduzidos ao longo dos anos.

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