MEC estuda ampliar validade da nota do Enem para três anos

Metodologia do exame permite elaborar provas diferentes com o mesmo grau de dificuldade

Estadão.edu

18 Novembro 2010 | 17h38

O Ministério da Educação (MEC) estuda a possibilidade de ampliar a validade da nota do Enem para três anos. Segundo o Estadão.edu apurou, a mudança seria anunciada ainda este ano.

 

Na terça-feira, em audiência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, o ministro Fernando Haddad admitiu a possibilidade de rever a validade do Enem, que hoje é de um ano, para dois anos. "Nada impede que ao longo do processo nós atribuamos ao Enem a validade de dois anos, por exemplo. O aluno está desonerado de por dois anos refazer o exame, a não ser que queira", disse Haddad.

 

Desde o ano passado, quando o Enem se transformou no maior vestibular do País, o MEC usa a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para elaborar as quatro provas - ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e códigos e matemática. A TRI é um conjunto de modelos matemáticos que permite a elaboração de exames diferentes com o mesmo grau de dificuldade - todas as questões são pré-testadas e ganham um determinado nível de dificuldade.

 

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Após duas edições marcadas por uma série de problemas - vazamento da prova, falhas na encadernação, cabeçalho trocado, batalhas jurídicas -, Haddad defende também que o exame seja aplicado mais de uma vez por ano. "A saída adequada e já planejada é que se realizem mais edições do Enem por ano. Isso vai mitigar, se não a totalidade, a quase totalidade dos problemas que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pela organização da prova) enfrenta com falhas às vezes humanas, às vezes ocorrências que não estão sob a sua responsabilidade", afirmou Haddad aos senadores. "É possível e desejável que haja mais de uma edição por ano do Enem."

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