MEC é o ministério que mais investiu em 2012

Estudo mostra que aportes superaram gastos de pastas como Transportes e Cidades

Revista Ensino Superior, da Unicamp,

04 Janeiro 2013 | 20h38

No ano passado, pela primeira vez na história, o Ministério da Educação (MEC) foi o órgão federal que mais investiu recursos, alcançando a marca de R$ 8,28 bilhões entre janeiro e outubro, de acordo com estudo sobre execução orçamentária publicado na edição de 3 de janeiro do jornal Valor Econômico. O resultado, em termos correntes, representou uma elevação de R$ 2,98 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram aportados R$ 5,3 bilhões, afirma a reportagem Com foco em ensino básico, MEC é líder em investimentos federais em 2012.

 

Recursos para ensino superior aumentaram no período apenas 10%, de R$ 1,57 bilhão para R$ 1,73 bilhão Segundo o jornal, o levantamento feito pelo economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que o principal motivo do bom desempenho da pasta foi o investimento em ensino básico e educação infantil, com destaque para as transferências voluntárias aos Estados e municípios.

 

Os aportes em educação infantil registraram alta de quase 300%, crescendo de R$ 256,6 milhões para cerca de R$ 1 bilhão. "No mesmo período, as transferências federativas do MEC tiveram expansão nominal próxima de 50%, de R$ 1,34 bilhão para R$ 2 bilhões", destaca a reportagem assinada por Luciano Máximo.

 

Os resultados obtidos pelo pesquisador do Ipea empregam dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e do Tesouro Nacional e não levam em consideração os gastos com pessoal, Previdência, custeio e os investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Em entrevista ao Valor, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, declarou que considera o desempenho positivo de sua pasta como uma consequência da estratégia de estímulo às compras governamentais em conjunto com a rapidez na gestão das licitações e na aplicação de recursos. "O governo fez uma ação de política anticíclica na área de compras de equipamentos para ajudar a enfrentar a crise internacional e reativar a demanda", explicou Mercadante. "Isso vale para todos os ministérios, mas temos mais agilidade porque estamos totalmente informatizados, o pregão eletrônico é rápido, com produtos padronizados e grande escala."

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