MEC confirma rompimento com consórcio organizador do Enem

Após vazamento da prova, governo deixou Connasel e contratou Fundação Cesgranrio e Cespe para novo exame

Leonencio Nossa, O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2009 | 22h40

O Ministério da Educação confirmou nesta segunda-feira, 5, o rompimento do contrato com o Connasel, consórcio organizador do Enem. Após o vazamento do caderno de questões, o governo decidiu contratar a Fundação Cesgranrio e o Cespe, órgão da Universidade de Brasília, para realizarem o novo exame. A informação foi dada pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes.

 

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Em entrevista na noite desta segunda, Fernandes informou que as negociações com a Cesgranrio e o Cespe estão "avançadas". O ministro da Educação, Fernando Haddad, dará detalhes amanhã do novo contrato. "Em comum acordo com o Connasel, o contrato foi rompido e o Inep e o Ministério da Educação estão livres para buscar uma nova parceria", disse.

 

O MEC avalia se fechará um contrato de emergência ou uma dispensa de licitação para agilizar a realização do novo exame. A prova é feita pelo próprio Inep. "Já estamos em contato com eles (Cesgranrio e Cespe), as negociações estão bastante avançadas", afirmou Reynaldo Fernandes.

 

O rompimento do contrato com o Connasel foi antecipado pelo Estado. Ele ressaltou que o governo vai esperar a conclusão do inquérito da Polícia Federal e do processo administrativa que apuram o vazamento do caderno de questões antes de tomar medidas contra o Connasel.

 

"Se ficar provado que o vazamento foi de responsabilidade do consórcio, eu serei obrigado a entrar na Justiça para pedir ressarcimento", disse. Até agora, o consórcio recebeu "em torno" de R$ 38 milhões, segundo o presidente do Inep.

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