Matemática e química são provas mais trabalhosas na Fuvest

Física, biologia e história são consideradas as mais fáceis pelos professores

Carolina Stanisci, Especial para o Estadão.edu

05 Janeiro 2010 | 20h42

Matemática e química, de acordo com os professores de cursinhos, foram as disciplinas mais trabalhosas no terceiro e último dia da 2ª fase da Fuvest 2010. A prova de hoje, de conhecimentos específicos, teve 12 questões para todos os candidatos. Alguns cursos exigiam apenas duas disciplinas, com seis questões cada. Outros pediam três matérias, com quatro enunciados cada.   "Este novo formato é acertadíssimo. Não pede um aluno especialista, mas cobra o conteúdo", afirmou Fábio Rentelucci, coordenador do COC de São Paulo, que considerou a prova de matemática a mais difícil de todas. "O estudante teve que ter traquejo." Os temas cobrados foram trigonometria, geometria analítica, geometria plana e funções. "O aluno teve que batalhar bastante na prova de matemática", afirmou Marcelo Dias Carvalho, professor do Etapa.   Química também atrapalhou a vida dos vestibulandos. Uma questão interdisciplinar foi considerada complicada. Exigia a construção de uma fórmula de ligação entre hidrogênio e moléculas do DNA como citosina e guanina. "Foi trabalhosa", disse Alessandro Nery, professor de química do Objetivo.   Para o professor Caio Calçada, do Objetivo, a prova de física foi fácil. Os conteúdos pedidos foram mecânica, óptica e eletricidade. "Teve até uma questão de física moderna, tranquila para resolver", afirmou. Concorda com ele o professor do Etapa Marcelo Fonseca: "Para quem está acostumado com uma segunda fase exigente em física, essa foi um refresco".   Leia a correção dos cursinhos no blog do Estadão.edu   Confira o calendário para divulgação de aprovados e matrícula     Geografia, por sua vez, teve "excelente nível e tratou assuntos tradicionais com roupagem moderna", na opinião da professora Vera Lucia da Costa Antunes, do Objetivo. A professora de geografia apenas achou difícil, para os alunos, responder a um item na questão sobre desigualdade de renda no mundo, a partir do índice de Gini. "Pediam para o estudante explicar como o sistema tributário nacional brasileiro contribui para desigualdade social. É difícil para quem está no ensino médio discorrer sobre isso."   A prova de história foi considerada de nível médio pelo professor Daily de Matos. "Privilegiou conteúdos tradicionais." Questões sobre a história do Brasil, como a Era Vargas, caíram no exame que deixou de lado efemérides como os 20 anos da reunificação da Alemanha. "Deixaram de lado."   Mas foi incluída uma pergunta sobre as causas da crise financeira deflagrada ano passado e outra sobre como o governo de Franklin D. Roosevelt lidou com a crise de 1929.   A prova de biologia também não trouxe dificuldades para os alunos. "As perguntas foram claras e as respostas não necessitavam de muita milonga para responder", diz Angelo Pavone, professor do Etapa. "As perguntas eram bem nítidas e não trouxeram dúvidas para os alunos", endossou o professor do Objetivo Constantino Carnelos.   O índice de abstenção na Fuvest foi de 7,78%. A partir de amanhã até sexta, os vestibulandos fazem provas de habilidades específicas para alguns cursos como Arquitetura. (Colaborou Elida Oliveira, especial para o Estadão.edu).           

Mais conteúdo sobre:
pontoedu fuvest vestibular segunda fase

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.