Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Marcha pela Uerj protesta contra crise e pede saída de Pezão

Salários de servidores e bolsas de alunos estão atrasados há pelo menos dois meses; 'bandejão' não é servido

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2017 | 12h09

RIO - Pelo menos mil pessoas, entre alunos e servidores, realizaram no fim da manhã desta quarta-feira, 7, a Marcha pela Uerj, em protesto pela crise vivida pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Com a penúria financeira pela qual passa o Estado do Rio, salários de servidores e bolsas de alunos da universidade estão atrasados há pelo menos dois meses. 

O "bandejão" aos alunos não é servido desde o início do semestre, e o lixo se acumula pelos corredores do câmpus do Maracanã, na zona norte.

Os manifestantes pedem a saída do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). "Uerj na rua, Pezão a culpa é sua" é um dos gritos entoados pelos manifestantes, que também exaltam que a "Uerj resiste".

A aluna do curso de Nutrição Ana Carolina Linhares, de 21 anos, participou do ato. Ela disse que os universitários não deverão perder o semestre letivo, mas que ele foi encurtado em dois meses. 

"É um descaso total do governo. Salários e bolsas atrasados, bandejão que não é servido. A gente quer se formar, mas não é só isso. A gente tem um carinho enorme pela universidade, que não merece ficar abandonada", comentou.

A manifestação fechou vias próximas ao câmpus da Uerj, na região do Maracanã. Apesar do trânsito lento, não houve registros de incidentes.

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