Manifestantes se acorrentam na USP para exigir cotas

Alunos e funcionários da ONG Educafro, ligada ao movimento negro, acorrentaram-se nesta segunda-feira diante da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) para pedir uma política de cotas na instituição. "São 70 negros, acorrentados por 70 minutos para denunciar 70 anos de exclusão da USP", explicou um dos organizadores do protesto, Rogério da Silva.Segundo a Educafro, a manifestação ocorreu em virtude de uma resposta negativa do reitor, Adolpho José Melfi, sobre a adoção das cotas, em reunião com a ONG há pouco mais de uma semana. O cursinho da Educafro tem cerca de 6 mil alunos negros e carentes na Grande São Paulo, e 1,2% dos que fizeram o vestibular este ano em instituições públicas tiveram êxito.Mérito"Estamos estudando políticas afirmativas, mas o mérito continuará sendo a forma fundamental para conseguir uma vaga na universidade", diz a pró-reitora de graduação da USP, Sonia Penin. A instituição tem projetos de capacitação de professores do ensino médio público e pretende apoiar cursinhos comunitários.Antes de se acorrentarem, os manifestantes percorrem unidades da USP - que iniciavam seu ano letivo nesta segunda-feira - defendendo as cotas.

Agencia Estado,

01 de março de 2004 | 22h40

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